Pesquisar
Close this search box.
Operação Pragas do Egito

Operação Pragas do Egito: MPF apura indícios de desvio de recursos na gestão da saúde em Goiás

Atuação é em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU)
Operação Pragas do Egito: MPF apura indícios de desvio de recursos na gestão da saúde em Goiás

publicidade

O Ministério Público Federal (MPF) apura o desvio de recursos públicos federais envolvendo a contratação de organizações sociais (OSs) que atuam na área da saúde em Goiás. A suspeita é de direcionamento e superfaturamento de contratos firmados pelo Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH). O trabalho é feito em conjunto com a Polícia Federal, no âmbito da Operação Pragas do Egito, e conta com o apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

A investigação é conduzida pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF em Goiás. O objetivo é apurar supostas práticas de peculato, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e formação de organização criminosa na administração de unidades de saúde pelo IBGH, com verbas do Sistema Único de Saúde (SUS).

A apuração do caso teve início em 2021 – a partir da identificação de suspeitas de sobrepreço na aquisição de insumos hospitalares – e culminou na operação deflagrada nessa quarta (15), que cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos estados. Foram apreendidos documentos, obras de arte, veículos e dinheiro em espécie em valores superiores a R$ 50 mil. As medidas – autorizadas pela Justiça a pedido do MPF e da PF – também possibilitaram o acesso a dados armazenados em celulares, computadores e arquivos em nuvem, que vão subsidiar as apurações.

As provas coletadas até agora indicam o suposto direcionamento e superfaturamento de contratos, por meio do uso de empresas de fachada e de quarteirização dos serviços públicos de saúde, o que gerou precarização do atendimento prestado à sociedade. Há indícios de cobranças adicionais feitas sobre os contratos e distribuição de recursos entre os envolvidos. As apurações também apontam para o uso de identidades falsas, transações financeiras cruzadas e saques em espécie como métodos para dissimular a origem do dinheiro.

Ação coordenada – No final do ano passado, a Câmara de Combate à Corrupção (5CCR) do MPF lançou uma ação coordenada para evitar a corrupção e o mau uso de dinheiro público na contratação de entidades sem fins lucrativos para gerir serviços de saúde. A ação realizada em todo o país prevê o envio de recomendação às prefeituras brasileiras para orientar sobre os critérios a serem observados nessas contratações e prevenir desvios.

O trabalho é feito em parceria com a CGU, o Tribunal de Contas da União (TCU), a Associação de Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e a Rede Integrar.

Leia Também:  Forças policiais apreendem 13 tabletes de maconha durante fiscalização na BR-153, em Rialma

Processo nº 1065427-58.2025.4.01.3500
Acesse a consulta processual

Com informações da Secretaria de Comunicação Social do MPF

Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade