Os profissionais de odontologia que atendem pelo Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (IPASGO) poderão suspender os atendimentos. A classe se reunirá na noite desta quarta-feira (3), para decidir se aderem ou não a paralisação e quando ela terá início.
Segundo a diretora do Sindicato de Odontologia do Estado de Goiás (Soego), Shirley Ferreira, o pagamento referente ao mês de julho não foi realizado. Ela explica que o repasse deveria ser feito após 45 dias do final do mês, ou seja, em setembro. “Já buscamos o Ipasgo, mas eles não deram nenhuma previsão. E como o mês de outubro se iniciou, já estamos indo para a parcela referente ao mês de agosto”, conta.
Ela destaca que esses atrasos contribuem para uma série de impasses para os profissionais da classe. Shirley aponta que os dentistas arcam, com recursos próprios, os custeios dos pacientes atendidos pelo benefício. “Nós temos valor de produção mensal. Só podemos realizar atendimento até completarmos o teto de R$ 7 mil. O custo com um consultório é alto e, muitas vezes, realizamos procedimentos de próteses em outros laboratórios, que são pagos por reserva pessoal para não atrasarmos”, ressalta.
A diretora explica que as situações de como ficarão os pacientes que já tiveram os procedimentos marcados serão discutidas e acertadas na assembleia. Ela ainda ressalta a preocupação se caso essa demora se estender até o final do ano. “Se houver a mudança do presidente da instituição no ano que vem, será ainda mais complicado o recebimento desses valores, pois entra todo um processo de pagamento de valores antigos deixado pelo antecessor”, encerra.












































