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Ondas para não surfar

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Antes de aprender cientificamente o que era uma onda, aprendi tecnicamente em um curso técnico de eletrônica por correspondência em 1978. Aprendi que onda era uma variação mecânica, elétrica ou eletromagnética, caracterizada por um vale e um pico, e um comprimento, definido entre os picos, embora possa ser entre os vales. O inverso do comprimento é mais conhecido entre nós como frequência. Na eletrônica, a onda pode ser senoidal, triangular, quadrada, e tantas outras formas.

Para a tecnologia dos aparelhos eletrônicos, interessam as ondas regulares, com frequências fixas, utilizadas na transmissão da informação, que é composta de ondas de frequência irregulares, que mudam o tempo todo, como nossa voz ou uma música, ou ainda de uma imagem da televisão que nos encanta há quase um século. É claro que a informação contida no som de nossas vozes não é tão irregular assim, seguem padrões, os fonemas, compostos de vogais e consoantes, no caso da música, de notas musicais e suas harmônicas. O som totalmente irregular tem outro nome: ruído!

Todos nós temos experiências com ondas desde o nascimento, o som, a voz e a música, que nos traz o conceito de afinação. Nossa visão também é uma experiência com parte do espectro eletromagnético, ondas que contém uma parte elétrica e uma parte magnética, que compõem as ondas do rádio e telecomunicações até o infravermelho, passando pelas ondas visíveis que compõem o arco-íris e seguindo pelo ultravioleta, raios-X, Gama, etc.

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Temos a experiência de ondas ainda quando atiramos uma pedra em um lago calmoso, mas em uma piscina, testemunharemos a reflexão da onda. Se estivermos no mar, veremos a onda vir, subimos e descemos, mas sem sair do lugar.

Ainda vemos onda em uma corda nas mãos de crianças pulando corda, ou com uma das pontas soltas, como em um chicote de vaqueiro. Ou ainda, presas e esticadas em um violão onde vibram e geram notas musicais.

As ondas ainda aparecem quando se desenham gráficos dos dados de fenômenos naturais, por exemplo, idade da população, mortes por gripe H1N1, peso e etc. Formam uma curva estatística chamada de Normal ou Gaussiana, uma homenagem ao matemático Carl Friedrich Gauss. Mas essas curvas não são exatamente ondas.

Quando se traçam os gráficos de contágio e mortes de doenças graves, observa-se um crescimento, uma inversão, no pico, e uma queda que lembra uma onda. A gripe espanhola teve uma segunda onda de contágio e mortes muito pior que a primeira onda. Por isso, muitos cientistas ficaram prevendo uma segunda onda para a Covid-19. Por que isso ocorre?

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Na maioria dos países, que tem um povo mais culto e ordenado, com governos astutos, especialmente localizados na Europa, quando se observou a gravidade da doença contagiando sem controle, decretaram “lockdown” e o contágio e mortes praticamente zeraram.

Outros países, com governos estultos, como Brasil, Rússia e México, por fazer uma quarentena malfeita, não zeram as mortes e novos contágios, a segunda onda inicia antes do fim da primeira, somando ondas, algo comum na Eletrônica. E há países, como Estados Unidos e Irã, que mostram estar passando por uma terceira onda.  Nem precisa de calculadora para ver.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot. com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano

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Visão humanística do Direito

A visão humanística do Direito não pode ser uma opção sentimental.

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A visão humanística exige todo um conteúdo de pensamento, metodologia, fundamentação científica, de modo a não ruir em face de uma argumentação pretensamente científica que pretenda escoimar do Direito qualquer traço de humanismo.

Será preciso que estejamos prevenidos de artimanhas que nos podem envolver, como está a respeito da qual nos adverte Luiz Guilherme Marinoni:

“A idéia de uma teoria apartada do ser levou ao mais lamentável erro que um saber pode conter.

(…) Todo saber, quando cristalizado através de signos, afasta-se de sua causa.  O pensar o direito (…) tornou-se um pensar pelo próprio pensar. 

Um pensar distante da causa que levou ao cogito do direito.

O pensar qualquer ramo do Direito deve ser o pensar o Direito que serve para o homem”.

A fim de preparar este texto, lancei um olhar retrospectivo sobre o conjunto de nossa modesta obra e nossa modesta vida.

Não que essa modesta obra e modesta vida mereça o olhar retrospectivo de alguém que fosse falar sobre Humanização do Ensino Jurídico.

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Entretanto, merece o meu olhar porque o meu olhar é um exame de consciência, um balanço, um cheque-mate que imponho a mim mesmo indagando se tenho alguma coisa a dizer.

Em síntese: servi nesta vida, que já se encontra na oitava hora, à humanização do ensino jurídico e à humanização do próprio Direito?

Se servi, tenho legitimidade para falai.

Se não servi, embora tenha sido juiz, embora tenha sido professor da Universidade Federal do Espírito Santo, embora tenha escrito vários livros, se com todas essas oportunidades de testemunhar valores, se não servi à obra de humanização do do Direito, nada tenho a dizer.

Mas creio que, dentro de minhas limitações, servi à causa de humanização do ensino jurídico e do ofício jurídico.

A humanização do ensino jurídico e do Direito, de muito tempo, ocupa minha atenção.

Exerci o magistério procurando transmitir a meus alunos a ideia de que Direito, sem Humanismo, não é Direito, mas negação do Direito.

Como juiz proferi sentenças humanas que alguns opositores criticavam como sentimentais.

Não me importei com críticas, nem com algumas decisões reformadas pela instância superior.

O que tinha relevância era dormir com a consciência tranquila e agora, tantos anos depois, sentir-me feliz por ter sido fiel.

Em razão disso, suponho ter o direito de falar porque se nunca devemos falsear o pensamento, em nenhuma hipótese, sob qualquer pretexto ou escusa, podemos falsear ou atraiçoar convicções.

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João Baptista Herkenhoff é juiz de direito aposentado

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