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operação de Falso Rebanho

PC desencadeia operação contra a administração pública em Carmo do Rio Verde, Rubiataba e Goianésia; Assista

Além das cidades do Vale, outras cidades foram alvos da operação de Falso Rebanho, onde foram cumpridos mandados em Araguapaz, Goiás, Faina, Minaçu e Barra do Garças (MT). Funcionários públicos, empresários e fazendeiros são investigados por inserir dados falsos no sistema da Agrodefesa.

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A Polícia Civil através da Delegacia Estadual de Crimes contra a Administração Pública (DECARP) coordenada pelo delegado Dr. Cleybio Januário Ferreira, desencadeou na manhã desta quinta-feira (29) uma operação contra a administração pública em Carmo do Rio Verde, Goianésia e Rubiataba cidades do Vale do São Patrício. Além das cidades do Vale, outras cidades foram alvos da operação de Falso Rebanho, onde foram cumpridos mandados em Araguapaz, Goiás, Faina, Minaçu e Barra do Garças (MT).

O objetivo da operação é combater esquema criminoso de corrupção e inserção de dados falsos no sistema da Agência Goiana de Defesa Agropecuária do Estado de Goiás (Agrodefesa). Foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão contra empresários, funcionários públicos e produtores rurais.

O esquema de corrupção

Conforme o delegado Cleybio Januário Ferreira, os produtores rurais com gado de origem ilícita subornavam servidores da Agrodefesa para que inserissem dados falsos no sistema da Agência, a fim de comercializar os animais. Sem o devido registro, esse gado não poderia ser vendido, comprado ou transportado, daí a necessidade de se falsificar essa documentação.

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Januário garante que, até o momento, existem evidências sólidas de que pelo menos 6 mil cabeças de gado foram inseridas de forma irregular no sistema da Agrodefesa. “O objetivo agora das buscas agora é saber a razão. Se eles estavam vendendo gado furtado, roubado ou extraviado de alguma forma”, indicou o delegado.

Os servidores investigados já foram afastados de suas posições e os seus nomes não foram divulgados. Entre os suspeitos está um secretário municipal. A suspeita dos crimes surgiu após revisão dos dados da própria Agrodefesa apontarem irregularidades.

Até o momento, duas prisões em flagrante foram realizadas por porte ilegal de arma de fogo. Dentre os itens encontrados nas apreensões estão telefones celulares, cheques que ultrapassam a soma dos R$ 850 mil, dinheiro vivo, armas e munições ilícitas. O material ainda não foi avaliado pela PC. Atualizada às 11h08

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