O responsável pela investigação da morte dos advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, o delegado Rhaniel Almeida, adjunto da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), diz que os indícios já levantados apontam para um crime encomendado. “Os indícios iniciais apontam para esta linha de investigação, para uma morte encomendada”, disse.
Pedro Henrique Martins Soares de 25 anos, foi preso na manhã de ontem (30) em Porto Nacional (TO) e confessou ter atirado nas duas vítimas, mas sustenta que foi um roubo mal sucedido que resultou no duplo homicídio. A Polícia Civil (PC) não acredita na versão de Pedro. A dupla teria levado R$ 2 mil em dinheiro entregues por Marcus, quando deram voz de assalto. Mas, segundo Rhaniel, é comum que autores de execuções façam isso para simular outro crime e tentar atrapalhas as investigações.
Do que foi tornado público da investigação, corroboram para a suspeita dos investigadores o fato de a dupla ter chegado cinco dias antes de Porto Nacional e ter desde então tentado marcar um horário com Marcus. Além disso, Pedro Henrique seria um matador de aluguel. “Os dois são de extrema periculosidade, são pessoas conhecidas pela polícia de lá (Tocantins)”, contou Rhaniel.
O delegado Rilmo Braga, titular da DIH, durante coletiva à imprensa na manhã deste sábado (31), disse que não há dúvidas de que Pedro Henrique e Jaberson Gomes, de 24 anos, este morto durante abordagem da Polícia Militar do Tocantins (PM-TO) na noite de sexta-feira, são os autores do crime. “É fato que eles planejaram o crime, agora o motivo que acabou fazendo com que esse planejamento ocorresse, tudo isso vai permanecer em sigilo neste momento porque as investigações estão em andamento”, comentou.
“Todas as provas que constam nos autos – objetivas e subjetivas – são robustas e cabais, não há qualquer dúvida, em que pese o sigilo necessário neste momento, de que esta dupla é a dupla de executores, são provas científicas, provas testemunhas e provas de diversas naturezas de inteligência policial que não poderão ser divulgadas neste momento, mas não há nenhuma dúvida de que esta dupla é responsável por este crime”, acrescentou.
O titular da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) de Goiás, Rodney Miranda, disse que agora as investigações vão se concentrar no que ele chamou de segunda etapa, que é descobrir a motivação do crime. “As investigações ainda estão em aberto, o que nós estamos apresentando agora é uma primeira etapa que foi encerrada, da autoria, da cena do crime que já está encerrada, a motivação é uma segunda etapa que vai demandar um pouco de mais de análise, de investigação”.

Investigação
Rhaniel conta, sem entrar em detalhes, que a identificação dos suspeitos foi rápida. O primeiro a ser identificado foi Jaberson, horas após o crime, mas no dia seguinte, às 14 horas, já se sabia que Pedro Henrique estava envolvido. E no mesmo dia, às 17h, foi pleiteada no Poder Judiciário a prisão temporária dos dois.
O delegado confirmou que a dupla deu o nome verdadeiro nos hotéis onde ficaram hospedados, mas o resto das informações repassadas nos cadastros era falso. No escritório, tanto na hora de tentar uma audiência como no dia que entraram simulando interesse em contratar os serviços de Marcus, apresentaram outros nomes.
As investigações apontam que após as tentativas frustradas de marcar um horário com Marcus, a dupla de suspeitos foi até o escritório “de supetão”, como disse Rhaniel. Lá esperaram 15 minutos na recepção e entraram na sala do Marcus, que estava acompanhado de Frank. Ficaram lá mais 15 minutos “sem discussão, sem grito, sem qualquer coisa que chamasse a atenção”.
Para a polícia, Pedro Henrique foi quem atirou nos advogados, conforme o mesmo teria confessado, enquanto Jaberson monitorou a rotina das vítimas e procurou marcar um horário com Marcus. Entretanto, ainda não se sabe se apenas ele era o alvo ou se Frank também.
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