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Pires do Rio: Furou fila… Secretário de Saúde pede “escusas” após furar fila e mandar vacinar esposa; Vídeo

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O senhor Assis Silva, secretário municipal de Saúde de Pires do Rio, pediu desculpas e reconheceu que furou a fila ao vacinar a sua esposa contra a Covid-19, mesmo que ela não esteja entre os grupos prioritários na primeira fase de imunização. Assim realizou uma live na manhã desta sexta-feira (22) em que pede “escusas” e justificou dizendo que é “capaz de dar” sua “própria vida por ela”.

Em uma parte do texto lido, Assis se dirige à Deus para pedir as escusas. “Eu quero pedir perdão para Deus, perdão à Igreja. Pedir desculpas aos que confiaram no projeto e colocaram na minha mão. Quero pedir desculpas a toda à população de Pires do Rio”. Quero me redimir por tudo o que aconteceu. Peço desculpas a Deus e peço à ele, imploro a ele que ele aceite as minhas escusas e foi com intuito apenas de resguardar e preservar a saúde e a vida da mulher da minha vida. Sou capaz de dar a minha própria vida por ela”.

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Assis ainda contou parte de sua história e trajetória ao lado da sua esposa. “Essa que está comigo, está comigo há 52 anos. Em 1969 nos casamos e ao longo desses anos sempre procurei ser o provedor e protetor dessa união”, enfatizou. “Ela me acompanha em todas as unidades de saúde. Praticamente se tornou uma voluntária na prestação de auxílio juntamente comigo. Ela tem prioridade porque está na área de risco com mais de setenta anos”, argumentou.

O titular da pasta da saúde pontuou que cometeu “por um vacilo e descuido, um erro”, assim como nomes bíblicos tais quais “Abraão, Isaque, Jacó, Davi, Moisés, apóstolos Paulo, Pedro e João também erraram”, justificou.

Assis pede para que o vídeo seja compartilhado para que outros possam ver as explicações em torno de sua justificativa.

A Prefeitura de Pires do Rio, informou que “as devidas providências já estão sendo tomadas e que a apuração dos fatos já está sendo realizada”.

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Em Goiás, ocupação de UTIs beira 100% de ocupação

Goiás tem mais vagas críticas do que na primeira onda, no entanto, as redes apresentam maior ocupação do que antes. A carência de profissionais limita acréscimo de leitos.

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Goiás voltou a atingir a taxa de ocupação de 97% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com Covid-19, na rede pública estadual. Durante o dia, mais uma vez, todos os hospitais estaduais de Goiânia chegaram a ficar com todas as vagas de UTI Covid-19 ocupadas, incluindo o Hospital de Campanha (HCamp) da capital, restando apenas 12 vagas no resto do Estado. A última vez que a taxa de ocupação de UTI chegou a este patamar foi no dia 15 de janeiro.

Esta ocupação de 97% acontece mesmo após aumento de mais de cem vagas de UTI Covid-19 nos últimos 15 dias, chegando ao total de 407 deste tipo, maior número desde o início da pandemia, na rede estadual, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO). Na primeira onda, em 2020, o máximo de quantidade de UTIs deste tipo na rede estadual foi 318, segundo levantamento da reportagem na época, a partir de dados da SES-GO.

A situação da ocupação de leitos também preocupa na rede municipal de Goiânia. A ocupação de UTI Covid-19 chegou a 92% e na enfermaria para pacientes com Covid-19 passou de 98%. Atualmente, a rede municipal da capital tem 248 leitos de UTI coronavírus, 10 a mais que no pico da primeira onda, em 2020. Segundo dados da Prefeitura de Goiânia, 84 novas vagas de UTI estão em implantação.

Já a rede municipal de Aparecida de Goiânia tem atualmente 120 leitos de UTI para pacientes com coronavírus, oito a menos que no pico da primeira onda, em agosto e setembro, quando eram 128 vagas. A ocupação nesta segunda-feira era de 85%. Os atuais leitos de UTI para Covid-19 de Aparecida são mantidos sem ajuda financeira do governo federal.

O Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) chegou a receber recurso federal para auxiliar na manutenção de 60 leitos de UTI coronavírus em 2020, mas atualmente não há nenhum recurso do Ministério da Saúde (MS) para isso, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aparecida.

O MS diminuiu em 40% a quantidade de repasses financeiros para ajudar no pagamento de diárias de leitos de UTI coronavírus em Goiás. No ano passado, o governo federal chegou a custear 418 leitos e atualmente são 251. Esta redução representa uma queda de R$ 8 milhões no repasse financeiro mensal. Assim, Estado e municípios estão criando novas vagas com recursos próprios.

Esta queda de recursos federais para UTI ocorreu em todo o País. Os Estados de São Paulo, Maranhão e Bahia entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a continuidade da ajuda financeira. Uma decisão temporária manda o Ministério retomar os pagamentos.

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Ao ser questionado sobre o assunto nesta segunda, Caiado voltou a dizer que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, já havia garantido que resolveria a questão. “Isso é assunto superado. Todos (os leitos) já estão habilitados e o governo federal vai continuar responsável por arcar com esta parcela junto com os governos estaduais e municipais”, declarou. No dia 11 de janeiro, o governador já havia dito que o ministro iria resolver o problema.

O governo de Goiás planeja abrir novas vagas de UTI sendo 11 em Ceres, 10 em Iporá, 20 em Jaraguá, 11 em Quirinópolis e 68 em Uruaçu neste mês de março. Em entrevista coletiva na manhã desta segunda, o governador Ronaldo Caiado (DEM) narrou os desafios para abrir novas UTIs, principalmente na hora de contratar profissionais de saúde intensivistas.

“Não é fácil levar especialistas a todos os quadrantes do Estado. Nós estamos mexendo com a vida da pessoa, da família da pessoa. A pessoa está largando ali seus familiares para dar sustentação em vários cantos do Estado de Goiás. Por quê? Porque se for dada a este cidadão apenas a ambulância, ele não vai chegar vivo em Goiânia”.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que Goiás continua com 251 leitos de UTI para pacientes coronavírus habilitados, ou seja, que recebem ajuda federal para operar. Ainda segundo a pasta, havia 138 pedidos de habilitação de novos leitos a serem analisados. Os números são os mesmos de 20 dias atrás, quando a reportagem questionou o Ministério sobre o mesmo assunto.

Até esta segunda-feira (1º), havia em Goiás 1,4 mil mortes por Covid-19 só em 2021, totalizando 8,5 mil óbitos por coronavírus desde o início da pandemia. Nesta segunda, o total de pessoas internadas em leitos de UTI para pacientes com o vírus nas redes pública e privada chegou a 955, maior até agora, de acordo com dados da SES-GO.

Ambulância vira local de espera por vaga

Com uma ocupação tão alta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para coronavírus em Goiás, pacientes graves vivem situações difíceis para conseguir uma vaga de internação. No Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), o fluxo de pacientes é tão alto, que alguns chegam a esperar até 3 horas dentro da ambulância, enquanto o leito que era de alguém que recebeu alta ou morreu, é desinfetado. Pacientes moradores de Goiânia precisam se deslocar para o interior, por falta de vagas na capital. Estas são algumas das situações relatadas para a reportagem.

O aposentado Altamiro Modesto Ribeiro, de 68 anos, ficou mais de uma hora dentro de uma ambulância esperando por uma vaga de UTI na porta do Huana na noite da última quarta-feira (24). Ele passou mal em sua cidade, Gameleira de Goiás, e foi resgatado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O aposentado Altamiro Ribeiro de 68 anos, esperou vaga uma hora dentro de ambulância. Foto: Arquivo pessoal

Segundo o filho dele, o marceneiro Eder Sousa Videira, de 31 anos, enquanto o pai estava na ambulância saiu uma vaga em Goiânia, mas ele estava sem condições de acompanhar o pai. No entanto, após um período, acabou saindo uma vaga no Huana. Atualmente, Altamiro está internado e intubado na UTI.

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O médico Alex Costa, diretor do Samu Anápolis, explica que o paciente aguardou apenas porque estavam fazendo assepsia do leito. No caso da Covid-19, este tempo é mais demorado, podendo durar entre duas e três horas.

Conhecido como “Demir”, o idoso mora sozinho e acabou passando vários dias com sintomas da Covid-19 sem relatar para vizinhos e amigos. Na quarta, quando foi levado por um amigo para sacar dinheiro no banco, acabou desmaiando, segundo a amiga de

Demir, a estudante Amanda Estela, de 22 anos. A presença do vírus foi confirmada no mesmo dia.

Morador de Goiânia e advogado, Vinícius (nome fictício), de 25 anos, teve o teste positivo de coronavírus pela segunda vez em fevereiro deste ano. Ele teve Covid-19 pela primeira vez em agosto de 2020. Desta vez, ele teve complicações e precisou ser internado. Mesmo tendo plano de Saúde, ele só conseguiu um leito de UTI no Sistema Único de Saúde (SUS), mas em Rio Verde, a mais de 200 km da capital. A família preferiu que ele não fosse identificado.

Foram mais de 12 horas até conseguir a vaga. Neste período, familiares e amigos fizeram um mutirão ligando em hospitais privados pedindo por um leito. O único local encontrado com UTI imediata era um hospital privado em que a diária de internação era cerca de R$ 30 mil reais.

“É muito desesperador, não saber se a pessoa que você ama vai ter acesso ao leito e não poder fazer nada. A gente fica apavorado nestas situações. Vários amigos saíram procurando número de hospitais de campanha para ver se tinha vaga em algum lugar, mas informaram que não adiantava ligar. Era tudo por esse sistema”, relata uma amiga de Vinicius. Com OP

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