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Plantão Policial

PMs presos por série de assassinatos em Goiás

Todas as mortes envolveram disparos de arma de fogo e aconteceram no período noturno.

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Dez policiais militares de Goiás estão presos temporariamente suspeitos de matar sete pessoas para se livrarem de provas relacionadas ao assassinato do empresário Fábio Alves Escobar Cavalcante, em 2021.
Os mandados de prisão foram cumpridos pela Polícia Civil durante a Operação Tesarac.

O advogado do policial militar Adriano Azevedo Souza afirmou que a prisão é desnecessária, pois o investigado é honrado e serviu a corporação por muitos anos. Já a defesa do policial Jhonatan Ribeiro de Araújo afirmou que irá se manifestar após ter acesso a todo o conteúdo do caso.

Um documento do Ministério Público de Goiás (MPGO), revela como a quebra de sigilo bancário e o rastreio de aparelhos celulares ajudaram as investigações a cruzar informações, desenhar a cronologia dos fatos e a relação entre as mortes.

O documento não informa qual seria a motivação para o assassinato do empresário Fábio Alves. Apesar disso, apresenta uma série de provas que indicam que os policiais militares praticaram outros homicídios.

Além de Fábio, outras sete pessoas também foram assassinadas. São elas: Bruna Vitória Rabelo; Gabriel Santos Vital; Gustavo Lage Santana; Mikael Garcia de Faria; Bruno Chendes; Edivaldo Alves da Luz; Daniel Douglas de Oliveira.

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O empresário Fábio Alves foi assassinado a tiros por dois homens, no Setor Jamil Miguel, em Anápolis. As informações são de que os criminosos estavam em um carro e usavam máscaras tipo “balaclava”. A vítima chegou a ser socorrida com vida, mas morreu.

As investigações concluíram que Fábio foi atraído para uma emboscada. Dias antes do crime, ele recebeu ligações de uma pessoa que se apresentava como ‘Fernando’, que queria negociar a compra e venda de um imóvel. O empresário e essa pessoa combinaram de se encontrar no dia em que o crime aconteceu.
A denúncia afirma que o policial militar Welton participou do homicídio do empresário. A constatação foi feita a partir da quebra de sigilo de um aparelho celular, que revelou que o celular foi usado para fazer a ligação para a vítima e atraí-la para o local.

Informações do rastreio do celular mostram que, nos três dias em que o aparelho ficou operando, ele estava nas imediações do endereço residencial do PM.

Em dezembro de 2022, o policial virou alvo em outro caso de homicídio. Com isso, a polícia acabou indo até a casa dele cumprir um mandado de busca e apreensão. Durante o cumprimento da ordem, Welton reagiu atirando nos policiais civis e, na sequência, cometeu suicídio.

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Em sua residência foram localizadas três armas de fogo, 49 munições, duas máscaras tipo “balaclava”, uma placa de veículo e roupas sujas de sangue.

Outro elemento importante para a investigação é o fato de que a esposa de Welton está envolvida em três ocorrências de morte por intervenção policial junto com o marido e os policiais: Almir Tomás de Aquino Moura e Marcos Jesus Rodrigues.

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