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Polícia Federal investiga suspeita de ligação do PCC com adulteração de bebidas com metanol

A Polícia Civil e outros órgãos seguem com investigações integradas para identificar e combater essas redes de falsificação de bebidas e combustíveis.
Polícia Federal investiga suspeita de ligação do PCC com adulteração de bebidas com metanol. Foto: Reprodução

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A Polícia Federal está investigando uma possível ligação do Primeiro Comando da Capital (PCC) com a adulteração de bebidas alcoólicas utilizando metanol, uma substância altamente tóxica. A suspeita surgiu após a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) levantar que o metanol usado para adulterar bebidas poderia ser o mesmo contrabandeado pelo PCC para adulteração de combustíveis. Essa suspeita ganhou destaque porque o crime organizado, por meio do PCC, foi recentemente alvo da maior operação já realizada no Brasil, que desmontou uma rede que importava metanol ilegalmente pelo porto de Paranaguá (PR).

Há registro de pelo menos cinco mortes e múltiplos casos de intoxicação atribuídos ao consumo dessas bebidas adulteradas, concentrados principalmente no estado de São Paulo. A ANP determina que a quantidade máxima permitida de metanol em gasolina e etanol seja de 0,5%, mas foram encontrados postos com até 90% da substância.

Porém, o secretário da Segurança Pública e o governador de São Paulo descartaram até o momento evidências concretas da participação do PCC nesta adulteração específica, ressaltando que as investigações estão em andamento e que alguns suspeitos podem não ter conexão com o crime organizado. A Polícia Civil e outros órgãos seguem com investigações integradas para identificar e combater essas redes de falsificação de bebidas e combustíveis.

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A ABCF e entidades do setor reforçam a urgência de ações coordenadas para frear a falsificação, que afeta grande parte do mercado de bebidas no Brasil, destacando que cerca de 36% das bebidas comercializadas podem ser adulteradas ou falsificadas. O consumo dessas bebidas adulteradas representa um grave risco à saúde pública, com casos de intoxicação que já resultaram em mortes confirmadas.

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