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Presos da POG protestam após serem transferidos de presídio

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Os 558 presos transferidos da Penitenciária Odenir Guimarães (POG), após um tiroteio que deixou cinco mortos e trinta e cinco feridos provocaram um tumulto na manhã desta sexta-feira (24), na unidade prisional para qual foram levados, em Anápolis, a 55 km da capital.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária (SSPAP), eles depredaram duas celas e protestaram pedindo o retorno para a cadeia de origem.

De acordo com o coronel Victor Dragalzew, superintendente executivo de administração penitenciária da SSPAP, a situação já foi contornada e não há feridos ou reféns. “Houve um tumulto entre eles, uma coisa rápida, mas não teve nenhum ferimento, só dano material. A segurança no local está sendo reforçada”, disse.

Ainda assim, familiares dos presos se concentram em frente à unidade prisional em busca de notícias. O clima foi de apreensão depois que foram ouvidos barulhos de bombas no interior do presídio.

A transferência ocorreu por motivos de segurança e também devido às condições em que ficou a POG após o tiroteio na quinta-feira (24). “Houve aquela bagunça toda. Eles destruíram, mataram. Não tinha como ter convívio entre eles. Tivemos que separá-los”, destaca Dragalzew.

O superintendente admitiu que o presídio de Anápolis não foi inaugurado oficialmente, mas já está pronto para receber os detentos. Ele afirma que os presos devem ficar no local temporariamente até que os danos da POG sejam reparados. Quando isso ocorrer, eles serão recambiados.

A nova cadeia tem capacidade para 300 presos. Apesar disso, Dragalzew negou que haja superlotação no local e justificou afirmando que todos estão acomodados de maneira digna.

“Tem áreas que podem ser aproveitadas lá para fazer a custódia. É uma situação que não tem muito o que fazer. Foi uma forma emergencial para solucionar o problema”, pontuou.

Algumas horas após a confusão, o Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) entrou com pedido na Justiça solicitando a relocação dos presos em outras unidades num prazo de até 15 dias. Segundo o órgão, como o local foi sequer inaugurado, ainda não tem condições de receber os detentos. 

 

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