Pandemia

Primeiro caso da variante da Covid-19 indiana é confirmado em Goiânia

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A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Goiânia confirmou nesta sexta-feira (18) o primeiro caso da variante Delta de Covid-19 em Goiânia. Conhecida como cepa indiana ou B.1.617.2, ela foi identificada em uma paciente de 18 anos, residente na capital, que relatou não ter feito nenhuma viagem nem ter tido contato com pessoas de outros Estados ou países.

A paciente apresentou sintomas leves e não precisou ser internada. Ela é uma das participantes da pesquisa de sequenciamento genético que está mapeando as variações do Coronavírus (SARS-COV-2) em Goiás, projeto de pesquisa financiado pela Fapeg (Fundo de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás) e INCT-EECBio da Universidade Federal de Goiás (UFG).

A amostra foi detectada em um dos 62 indivíduos que integraram esta etapa da pesquisa. Imediatamente após a identificação do caso, a SMS concluiu que trata de uma transmissão comunitária.

 

Xepa

A SMS também endereçou a questão das sobras de doses das vacinas, chamada popularmente de “xepa” das vacinas. “Cada local faz uma relação das pessoas, dentro dos grupos prioritários, interessadas em tomar a vacina e, quando sobra alguma dose, elas são avisadas por telefone”, esclarece a nota.

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O texto também informa que diariamente sobram “pouquíssimas doses, uma vez que a vacinação ocorre por agendamento e no caso da AstraZeneca, ela retorna para a Rede de Frio, pois o frasco pode ficar até 48 horas aberto”.

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ESTADO

Em Goiás, irmãs morrem de Covid-19 em intervalo de 7 horas

Edilaine Santos da Costa estava grávida de 9 meses e precisou fazer uma cesárea de emergência. Elas estavam internadas em hospitais de cidades diferentes.

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As irmãs Edilaine Santos da Costa, 36 anos, e Elaine Rodrigues dos Santos, 33, morreram de Covid-19 em um intervalo de 7 horas em cidades diferentes de Goiás. Em decorrência da doença, a mais velha, que estava grávida de 9 meses, precisou passar por uma cesárea de emergência e não chegou a conseguir cuidar do filho.

“Foram dias de muito sofrimento. Está sendo um momento muito difícil”, disse Érica Santos da Costa, irmã das duas vítimas.

As duas irmãs testaram positivo para Covid-19 na mesma época. Como Edilaine, após passar pelo parto de emergência do filho, não podia ficar próximo dele, decidiu saiu de Pires do Rio e ir para Morinhos ficar em isolamento com a irmã na casa dela. Foi uma forma que encontraram de permanecer unidas, uma dando força a outra.

Com o passar dos dias, o estado de saúde de Edilaine foi se agravando e ela precisou ser internada no último dia 13. Mesmo com sintomas mais leves, a irmã mais nova também foi internada por garantia.

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Edilaine teve uma piora no estado de saúde e precisou ser transferida de Morrinhos para Itumbiara, onde foi intubada na UTI. “Depois disso, a Elaine, que estava bem, começou a piorar. Acho que o psicológico de ver a irmã sendo levada para a UTI também pode ter afetado”, disse Érica.

Elaine também precisou ser transferida na quinta-feira (29). Ela foi para levada para Senador Canedo.

“Na sexta-feira [30] ela ligou para minha mãe e o marido dela, disse que seria intubada, mas que iria se recuperar, iria sair dessa. Mas às 14h o marido dela recebeu uma ligação pedindo para que ele fosse ao hospital. Lá, disseram que ela tinha morrido”, contou Érica.

Edilaine, que seguia internada em Itumbiara, morreu às 21h do mesmo dia. “Ela viu o filho só de longe, foi a maior dor para ela”, disse a irmã.

As duas foram enterradas neste sábado (31) em Pires do Rio. Além da dor da despedida, a família ainda se preocupa com os pais das duas e o marido de Edilaine, que também estão com Covid-19. Eles se recuperam em casa.

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“A gente fica longe das pessoas que ama, é muito difícil. Não pode estar junto no hospital, não pode fazer um velório para se despedir”, lamentou Érica.

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