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Professor é investigado por enviar foto pelado em grupo de alunos

Caso ocorreu no começo da manhã com alunos do sexto e sétimo ano; os pais fizeram boletim de ocorrência

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A Polícia Civil e a Diretoria de Ensino de Campinas estão investigando o caso de um professor da rede estadual que enviou uma foto sem roupa em um grupo WhatsApp de alunos do 6º e 7º anos de uma escola estadual de Campinas.

Na última quinta-feira (15), os alunos receberam, às 7h45, uma foto do professor nu junto com os seguintes mensagens: “Professor é natu”, “Professor é rismo”, “Professor é naturismo”, “Bom dia pelados. Com achocolatado gelado e corpo pelado” e “Ótimo dia de chuva. Beijos pelados”.

Assim que o professor enviou as imagens, os alunos começaram a sair do grupo e os pais foram fazer boletim de ocorrência.

“Minha sobrinha me informou e me mandou a foto. Fiquei bastante horrorizada. Eu entrei em contato com a polícia e disseram que poderia fazer o boletim de ocorrência de forma on-line”, contou a tia de uma das vítimas.

Uma mãe que fez outro boletim também afirmou que o professor estaria se aposentando e ontem tinha se despedido com essa mensagem: “Fico até o fim deste mês, depois estarei aposentado. Foi um prazer atuar um pouquinho na história de vocês, dentro ou fora da arte. Deixei na escola uma pasta com propostas de trabalhos, como legado para vocês estarem pesquisando. Meu face, sempre terá algo da minha arte…sic”.

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Investigações
A equipe gestora da escola informou aos pais, através de comunicado via WhatsApp, que tomou conhecimento do ocorrido e que os fatos estão sendo apurados.

O delegado responsável pelo Deinter (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) confirmou que a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) está investigando a denúncia mas não informou os próximos passos da investigação.

O outro lado  

Procurado, o professor disse que é naturista, mas que encaminhou a mensagem em grupo errado.

“Sou naturista desde 40 anos. Na ideia de enviar mensagem para amigos, acabei enviando para o grupo errado” declarou. No entanto, o professor ainda alegou que “nada ocorre de maneira aleatória”, e que o erro poderia servir de discussão sobre o tema.

“Nada ocorre de maneira aleatória. Na arte, sempre existiu o nu. Artistas de tv, vários, já postaram fotos. Existem programas com nu na tv. E ainda assim, existe um preconceito, generalizado sobre o tema, assim como contra mulheres, raça, religião. Assim, quem sabe, não possamos tentar minimizar essa história. Apenas cometi um erro que até pode servir para uma discussão sobre o tema […] A história mostra o quão estamos, ainda, atrasados em nossos conceitos”, acrescentou.

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Executores de advogados na Capital marcaram hora para matar

O motivo dos crimes segue em investigação. A PC não vai falar sobre o assunto

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A morte dos advogados Marcus Aprígio Chaves, de 41 anos, e Frank Alessandro Carvalhaes de Assis, de 47, na tarde de ontem (28) mobilizou a criação de uma força-tarefa com cinco delegados e 30 policiais civis. A intenção é descobrir quem são os dois homens que marcaram horário para conversar com os defensores dentro de um escritório, no Setor Aeroporto, em Goiânia, e atiraram na nuca das vítimas antes de fugir.

Marcus Aprígio Chaves é filho do desembargador Leobino Valente Chaves. Frank Alessandro Carvalhaes de Assis é filho de um delegado aposentado, Francisco de Assis. Na foto abaixo, Frank Carvalhaes de Assis (e) e Marcus Aprígio Chaves (d).

Uma testemunha relatou aos investigadores que há alguns dias um homem entrou em contato com o escritório por telefone, informou o nome e pediu um encontro com Marcus Aprígio. A secretária teria informado que não haveria agenda para o atendimento naquela data, mas ontem à tarde os dois homens chegaram e um deles se apresentou com o mesmo nome informado por telefone dias antes e, mesmo sem estarem com a confirmação do encontro para ontem, foram atendidos.

O comportamento dos suspeitos antes do crime foi relatado como tranquilo desde que chegaram em um veículo branco. Eles entraram no escritório, que não tem fachada, mas está localizado na Rua 9-A, bastante movimentada, perto de laboratórios e farmácias. Eles se sentaram, conversaram e aguardaram o momento de entrarem na sala, já que o horário não havia sido confirmado pela secretária de Marcus. Eles estariam sem máscaras, mas não há câmeras de monitoramento dentro do escritório.

Depois de levados para a sala de atendimentos, onde Frank já estava trabalhando, um deles teria pedido uma quantia em dinheiro. Marcus teria dado R$ 2 mil em espécie, mas eles ainda ordenaram que os dois ficassem de costas e atiraram. A secretária teria corrido para outra sala e se escondido dentro de um banheiro. Ela ligou para a polícia e informou o crime. Tudo isso aconteceu por volta de 14h35. O Corpo de Bombeiros foi chamado às 15 horas e, ao chegar ao local, constatou a morte das duas vítimas.

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A Polícia Civil (PC) ainda investiga a motivação do crime, apesar de colegas de profissão acreditarem que o ato tem relação com o exercício da profissão. O presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO), Davi Soares da Costa Júnior, acompanhou o trabalho dos policiais e disse que, se houver indício de crime associado à profissão, a Ordem entende que é também um ataque à sociedade.

Ele destacou que os dois advogados são profissionais competentes e ilibados. Ambos operavam na área cível. Um colega de profissão chegou a dizer que os dois atuavam em um processo judicial que envolve valores altos, além de propriedades, mas esta informação não foi confirmada pelos investigadores.

A PC busca imagens de câmeras de segurança dos estabelecimentos comerciais vizinhos ao local do crime. Uma funcionária de um laboratório que fica perto do escritório contou, sem se identificar, que agentes da Delegacia Especializada em Homicídios já haviam solicitado imagens. “A gente fica assustada, não tinha visto movimento atípico até a chegada dos bombeiros. Eu achei, no início, que pudesse ser alguém passando mal porque tem muita clínica aqui perto, mas quando saí, vi a movimentação”.

 

Movimentação

O crime ocorreu no início da tarde, mas movimentou a Rua 9-A durante o restante do dia. Depois do crime, os Bombeiros chegaram, assim como a Polícia Militar e a Polícia Civil. Muitas pessoas, entre colegas de profissão e funcionários de empresas próximas se reuniram para acompanhar o trabalho da investigação. A perícia chegou por volta de 16 horas e a viatura do Instituto Médico Legal (IML) chegou às 18 horas para remoção dos corpos e saiu de lá pouco depois, às 18h35.

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Entre os colegas de profissão, compareceu ao local o advogado Walmir Cunha, vítima de um atentado à bomba em julho de 2016. “Este é um dia muito triste para a advocacia e para todo o sistema judiciário. O advogado é quem exerce o direito do cidadão e é a voz da população. Todos perdemos porque eram pessoas que trabalhavam pela sociedade, pela garantia do direito de cada um”. Ele ainda relembrou o ano em que foi vítima. “Felizmente eu pude reviver, mas esta situação é muito séria. A sociedade precisa proteger o advogado”, destacou Walmir.

Outros advogados atuam no mesmo escritório, além das duas vítimas, mas nenhum quis falar com a reportagem. Durante o trabalho da perícia, os carros e salas de todos foram revistados e, como nada poderia ajudar na investigação, foram liberados. Apenas a testemunha, bastante abalada, foi encaminhada para a delegacia.

Nenhum familiar das vítimas compareceu ao local do crime na tarde de ontem. Depois do crime, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO) decretou luto oficial por três dias em memória das vítimas. O presidente do TJ-GO, desembargador Walter Carlos Lemes, emitiu nota falando da “profunda consternação no meio judiciário goiano pelo falecimento dos advogados, que, ao longo de suas carreiras prestaram relevantes serviços à Justiça goiana”.

O governador Ronaldo Caiado (DEM) determinou apuração rápida do crime. Disse que recebeu a notícia com perplexidade e imensa tristeza e que em nome dos goianos, se solidariza com os familiares e amigos das vítimas. Em nota, ele ainda diz que assegura que o “ocorrido será apurado com todo o rigor da lei e que o Estado não medirá esforços para prender os responsáveis por este ato tão bárbaro”. Com OP

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