Qual a vida útil da bateria de alta voltagem?

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O preço das baterias tem diminuído constantemente e de forma significativa
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O preço das baterias tem diminuído constantemente e de forma significativa

Quando discutimos sobre mobilidade elétrica, a maioria das pessoas foca na bateria de alta voltagem. Não é para menos, pois a bateria é o principal fator de evolução dos veículos elétricos atualmente.

Ao trazer a pauta da mobilidade elétrica, muitas vezes ouvimos a frase fatídica: ” O carro elétrico já morreu três vezes, essa é a quarta vez .” No entanto, poucas pessoas sabem exatamente quando essas mortes ocorreram e qual foi a causa.

Por esse motivo, é importante conhecer um pouco da história da mobilidade elétrica . Afinal, quem não conhece o passado, corre o risco de cometer os mesmos erros.

Tudo começou com a criação de um motor elétrico por Ányos Jedlick em 1828 , na Hungria. No entanto, os primeiros veículos elétricos eram alimentados por trilhos eletrificados , pois a primeira bateria recarregável de chumbo ácido foi criada por Gaston Planté, apenas em 1859.

O primeiro carro elétrico (no caso, um triciclo ) foi apresentado em 1881 por Gustave Trouvé . Posteriormente, outros protótipos foram apresentados também por Thomas Parker, em 1884, e por Willian Morrison, em 1890.

Um fato curioso é que o primeiro carro da montadora Porsche era elétrico, o Porsche P1 , criado do zero pelo próprio Ferdinand Porsche. Dois anos depois, foi criado o primeiro carro híbrido da história, que contava com motores de combustão interna e elétrico. Outro fato interessante: os primeiros recordes de velocidade foram registrados com o uso de veículos elétricos, inclusive o primeiro veículo a atingir 100 km/h em 1889.

Mas se o carro elétrico era tão bom, como foi que ele morreu pela primeira vez? Na verdade, podemos dizer que ele foi “assassinado” por Henry Ford com o seu Ford Model T . Com a produção em massa e o uso da gasolina, os veículos elétricos, que eram equipados com baterias, foram suplantados devido ao lobby da indústria petrolífera.

Ford Model T e seu criador mataram os carros elétricos nos anos 1900
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Ford Model T e seu criador mataram os carros elétricos nos anos 1900

Após o primeiro “óbito” registrado em 1930, os carros elétricos tiveram diversas tentativas de ressurgir nas décadas de 1950, 1970 e 1990 (interessante como tudo pode mudar em 20 anos), sempre buscando resolver problemas de emissões de gases nocivos ou escassez de petróleo .

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No entanto, bons motivos não são suficientes para mudar o mundo sem boas alternativas. Apesar do desenvolvimento das primeiras baterias de óxido de lítio-cobalto na década de 1980 e de vários modelos de veículos apresentados na década de 1990, foi somente próximo à década de 2010 (mais uma vez o salto de 20 anos) que empresas como Tesla, JAC, BYD, Mitsubishi, Renault, Nissan, Chevrolet e Volvo investiram em projetos de forma concreta.

Podemos observar que as “mortes” impostas aos veículos elétricos estavam muito mais relacionadas ao custo de desenvolvimento e produção , com uma pitada de interesses contrários. Os veículos elétricos não tiveram uma evolução significativa por décadas, mas com o advento de baterias cada vez menores , mais baratas e eficientes , eles deixaram de ser apenas uma alternativa e se tornaram uma solução para a mobilidade sustentável.

O preço das baterias tem diminuído constantemente e de forma significativa . De 2008 a 2022, o preço de cada kWh reduziu de aproximadamente US$1359 para US$159, uma redução de 89% em 14 anos . Isso sem contar os avanços na densidade das baterias. Um modelo lançado em 2019 consegue acumular, em média, 120 Wh por kg de bateria, enquanto a nova bateria anunciada pela chinesa CATL no Salão de Xangai poderá acumular 500 Wh por kg. Isso representa quatro vezes mais energia com a mesma massa em menos de cinco anos de desenvolvimento.

Ainda assim, muitas pessoas temem a morte prematura das baterias e, consequentemente, o alto custo de substituição . É importante ressaltar que, ao contrário de um celular, as baterias dos veículos elétricos são formadas por diversas células que podem ser substituídas parcialmente , reduzindo muito o custo de um eventual reparo.

Além disso, é importante entender que a vida útil de uma bateria de alta voltagem não se assemelha a uma bateria de chumbo ácido. A bateria de chumbo ácido tem uma vida útil que pode variar de 3 a 10 anos, considerando um cenário ideal.

Tanto a vida útil da bateria auxiliar quanto a bateria de alta voltagem são medidas em ciclos de carga e descarga, que variam de acordo com cada modelo. Outro ponto semelhante é a influência que temperaturas extremas podem ter na vida útil de ambas as baterias. A diferença entre elas começa em relação à capacidade de suportar temperaturas mais altas.

As baterias de alta voltagem possuem diversos sistemas de controle e proteção, como BMS (Battery Management System) e sistemas de controle de temperatura
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As baterias de alta voltagem possuem diversos sistemas de controle e proteção, como BMS (Battery Management System) e sistemas de controle de temperatura

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Além disso, as baterias de alta voltagem possuem diversos sistemas de controle e proteção, como BMS (Battery Management System) e sistemas de controle de temperatura, tanto para resfriamento quanto para aquecimento. Outro ponto importante para diferenciar cada bateria é a capacidade de acumulação de energia em cada sistema . Isso é importante porque, quanto menor a bateria, mais vezes ela será descarregada e recarregada, e é essa descarga e recarga que conta como ciclo. Por isso, baterias menores tendem a ter uma vida útil menor, mas isso depende do uso aplicado.

Falando ainda em ciclos, é importante ressaltar que um ciclo é contado apenas quando ocorre uma descarga profunda e novo carregamento . Para facilitar o entendimento, considera-se que a cada vez que uma bateria é descarregada 100% e novamente recarregada, conta-se um ciclo. Se você descarregar apenas 50% e recarregar novamente esses mesmos 50%, considera-se apenas meio ciclo.

Por isso, você não precisa esperar que o nível da bateria diminua muito para recarregá-la, nem precisa aguardar até que ela atinja 100% para encerrar a recarga. Pelo contrário, é indicado evitar que a bateria fique abaixo de 20% e sempre carregá-la até 100%.

Mas qual é a vida útil de uma bateria de alta voltagem? Bem, para começar, as fabricantes oferecem garantias de cinco a oito anos por um motivo óbvio: elas sabem que as chances de haver algum problema nesse período de tempo são mínimas.

Carro elétrico da Tesla já atingiu a marca de 1 milhão de milhas (1,6 milhão de km) e continua rodando para atingir novas marcas
Thiago Garcia/Arquivo Pessoal

Carro elétrico da Tesla já atingiu a marca de 1 milhão de milhas (1,6 milhão de km) e continua rodando para atingir novas marcas

Como mencionado anteriormente, a quantidade de ciclos de uma bateria varia de acordo com a qualidade de construção, podendo variar de 1.500 a mais de 4.000 ciclos. N o entanto, isso se refere à vida útil em um veículo. Estima-se uma perda de capacidade de armazenamento de 1% a 2% por ano e, ao atingir menos de 70% da capacidade original, sugere-se a substituição. Ou seja, em um carro, essa bateria pode ter uma vida útil de 15 a 30 anos. Mas essa não é o fim da vida útil de uma bateria, pois ela pode ser aplicada em outras atividades, como acumulação de energia fotovoltaica , por muitos anos ainda.

Dentro de sua vida útil em um carro, a bateria pode fornecer energia por muitos anos e centenas de milhares de quilômetros . Inclusive, há o registro de um Tesla na Alemanha que já atingiu a marca de 1 milhão de milhas (1,6 milhão de km) e continua rodando para atingir novas marcas.

Após as informações apresentadas, podemos concluir que algo que não podemos mais afirmar sobre as baterias de veículos elétricos é que são descartáveis.

Fonte: Carros

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Fomos à Serra Gaúcha conferir um Rally de motonetas clássicas

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Ainda bem cedo, os competidores se dirigem à largada. A temperatura esteve próxima do zero
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Ainda bem cedo, os competidores se dirigem à largada. A temperatura esteve próxima do zero

Neste último fim de semana fui até o Rio Grande do Sul acompanhar a terceira etapa do Campeonato Brasileiro de Rally de Regularidade Histórica , promovido pela Federação Brasileira de Veículos Antigos – FBVA. A etapa chama-se Rally dos Vinhedos e é organizada pelo Veteran Car Club dos Vinhedos , sediado no município de Bento Gonçalves , na Serra Gaúcha.

Só o fato de estar em uma região tão bela, tão bem dotada pela natureza, já vale qualquer dificuldade em chegar, visto que fica no extremo sul do país, região que é bem conhecida pelas baixas temperaturas , especialmente no inverno. Mas é justamente isso que faz do lugar um destino tão desejado.

O Rally dos Vinhedos está comemorando sua décima edição, reunindo 129 veículos antigos e clássicos para um passeio cronometrado pelas estradas da região, passando por municípios como Bento Gonçalves, Garibaldi, Carlos Barbosa, Pinto Bandeira e Santa Tereza. O mais interessante foi a participação de 13 intrépidos pilotos de motonetas clássicas , que enfrentaram a temperatura de quase zero grau no momento da largada.

As motonetas cruzaram alguns centros urbanos durante o percurso
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As motonetas cruzaram alguns centros urbanos durante o percurso

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E mais, diferentemente dos automóveis, que têm um piloto e um navegador, que além de lhe fornecer a velocidade ideal para cada trecho também indica o caminho a ser seguido, no scooter o piloto faz sozinho todos os trabalhos.

Claro, sendo um rally de veículos antigos , essas motonetas, que atualmente são conhecidas por scooters , são de época, de um tempo quando ainda não tinham esse apelido.

Dos 13 participantes, 11 deles pilotavam Vespa nacionais dos anos 80, que eram fabricadas em Manaus, AM, pela Piaggio . Os outros dois pilotavam Lambretta Li 150 , fabricadas nos anos 60. Vespa e Lambretta eram (e são) eternos rivais nesse segmento dos veículos de duas rodas.

Um rally de regularidade , que também pode ser chamado de passeio cronometrado, avalia a capacidade do piloto em manter as médias de velocidade pré-estabelecidas, que figuram na planilha com o roteiro. Quanto mais próximo o tempo de passagem pelos vários pontos de controle distribuídos pelo percurso, menos pontos o participante perde. No final, quem perder menos pontos, de acordo com um regulamento complexo, vence a prova.

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Entre as motonetas, o vencedor foi André Sain, de Bento Gonçalves, pilotando (e navegando) a Vespa PX 200 1986 de número 21. André teve 78 pontos perdidos nessa etapa.

O vencedor André Sain, com sua Vespa PX 200 1986
Divulgação

O vencedor André Sain, com sua Vespa PX 200 1986

Em segundo lugar chegou Daniel Orso, também de Bento Gonçalves, com a Vespa PX 200 Elestart 1987 de número 24, com 84 pontos perdidos. Em terceiro lugar ficou Rodrigo Nenini, de Garibaldi, com a Vespa PX 200 1986 de número 22, com 123 pontos perdidos.

Fonte: Carros

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