O endividamento das famílias em Goiás já atinge três em cada quatro lares, refletindo uma forte pressão sobre o orçamento doméstico. Esse avanço acompanha uma tendência nacional alarmante: em março de 2026, o percentual de famílias endividadas no Brasil chegou a 80,4%, o maior da série histórica da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Além das dívidas, 29,6% das famílias têm contas em atraso, e 12,3% afirmam não conseguir pagar seus débitos, sinalizando um quadro persistente de inadimplência no país.
Juros altos apertam o bolso do consumidor
Para a superintendente da CDL Goiânia, Hélia Gonçalves, os juros elevados são o cerne do problema. “O consumidor sente diretamente os efeitos dos juros altos, que pressionam o orçamento e complicam a quitação das dívidas”, afirma. Ela enfatiza a necessidade de gestão financeira rigorosa: “As famílias devem reavaliar gastos e priorizar o equilíbrio das contas para evitar o pior da inadimplência”.
Efeitos no comércio e na economia local
O cenário preocupa o setor produtivo. Com renda mais comprometida e crédito caro, o consumo desacelera, afetando vendas e a economia de Goiás. A expectativa é de endividamento elevado nos próximos meses, mesmo com sinais de queda na taxa básica de juros – cujos benefícios ainda demoram a chegar ao consumidor final.
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