No mundo-escola, aprender e amar são os verbos conjugados na existência. Todavia, nem sempre as vitórias vêm conforme o desejado. Nesta situação, repetir a lição é essencial para que não haja falhas no conjunto de conhecimentos. Repetir também é uma forma de internalizar e consolidar o domínio do conteúdo. Então, repetição e educação apresentam estreita ligação, o que possibilita ao indivíduo as condições para agir de modo a transcender o modo antigo. Apenas assim, com a consciência de uso e domínio é possível mudar de patamar, de uma situação de dependência para outra superior.
A rebeldia pela repetição na educação então se trata do inchamento do ego e da vaidade. O que gera atrasos e desvios da consciência que poderiam ser melhor empregados com a intensificação do esforço ou da disciplina. Quem se propõe a maestria sabe que cada passo bem consolidado é essencial para que, no futuro, o indivíduo possa se destacar de modo a ter a técnica, o conhecimento e, principalmente, o talento polido.
Este último, apenas com a paciência e o esforço do aprimoramento contínuo possibilita a melhora de vez. É não se contentar com o suficiente para adentrar no modo da perfectibilidade. Quem se propõe à perfeição sabe da necessidade de ser crítico de seus pontos fracos e de se esforçar com vontade e consciência para a superação de si. É ser reformador interno, de suas más tendências, arestas e pontos de melhoria. Quem se propõe a tal finalidade sabe que não tem tempo para perder, pois Deus aguarda o retorno do filho gentil.
Paulo Hayashi Jr. é doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.
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