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Se livrar é vencer: O fim de relacionamentos tóxicos

A Empregada, dirigido por Ari Aster, mergulha no terror psicológico de um relacionamento tóxico. A protagonista, recém-saída da prisão por um homicídio controverso, mente no currículo para trabalhar na casa de uma família rica nos EUA.
Foto ilustrativa: Adobe Stock

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O que é um relacionamento? Hoje, a resposta varia conforme a perspectiva. Para alguns, é a união de duas pessoas dispostas a envelhecer juntas. Para outros, pode envolver um triângulo equilibrado, com vertentes complementares. Mas nem todo laço é saudável ou duradouro. Uma recente reflexão, inspirada no filme A Empregada (2024), destaca a confiança como pilar essencial – sem ela, não há troca genuína de afeto ou reciprocidade. Honestidade, caráter e, para muitos, atração física ou química sexual também pesam na equação.

A Empregada, dirigido por Ari Aster, mergulha no terror psicológico de um relacionamento tóxico. A protagonista, recém-saída da prisão por um homicídio controverso, mente no currículo para trabalhar na casa de uma família rica nos EUA. A patroa, com transtornos mentais aparentes, arma contra ela: acusa-a de perdas e furtos. Surge então o patrão, um galã carismático, marido dedicado que cuida da esposa doente. Intrigas os aproximam, culminando em um romance intenso – com cenas explícitas – que leva à expulsão da patroa.

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Aqui vem o plot twist: a patroa, aparentemente devastada, na verdade comemora a fuga de um abusador. O homem, bem-sucedido, rico e bonito, revela-se narcisista. Conquistou a esposa em seis dias e casou-se em três meses, mas o castelo desmorona ao notar raízes escuras em seu cabelo loiro. Ele a confina no sótão, com punições sádicas como mutilações e jejum, simulando sua loucura para interná-la por nove meses. Recruta a empregada – presa injustamente por defender uma vítima de estupro – para o plano, sabendo de seu senso de justiça contra violência de gênero. No clímax, as duas o enfrentam e matam em legítima defesa, expondo raízes de seu narcisismo no desprezo materno e no poder ilimitado.

Ficção? Sim, mas espelha a realidade. Mulheres sofrem violências físicas, psicológicas, patrimoniais e sexuais em relações manipuladoras. Um caso chocante: o feminicídio da PM Gisele Alves Santana, morta pelo marido, tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, em São Paulo. Ele adulterou a cena para simular suicídio, com mensagens machistas no celular revelando controle obsessivo – inclusive sexo forçado horas antes. Revoltante: a PM o aposentou compulsoriamente com salário de R$ 29 mil.

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O filme e o caso gritam uma lição: ao primeiro sinal de controle ou violência, fuja. Relacionamentos saudáveis constroem, não destroem.

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