Trazer pacientes infectados com Covid-19 de outros estados para Goiás não é mais prudente, afirma o superintendente do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (HC-UFG), José Garcia. Conforme Garcia, o momento epidemiológico vivido em Goiás não é favorável. “As UTIs do interior estão praticamente todas lotadas, hoje resta apenas Goiânia, Anápolis e Aparecida de Goiânia para dar apoio em leitos para todo estado”, comenta.
Outro fator desfavorável é o estado de saúde que os pacientes tem chegado no Estado. Do total de pacientes internados, tanto no HC quanto no Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (Hmap), 12 estão na UTI. Os outros 14 que ainda estão em Goiás, ocupam leitos de enfermaria. Já foram confirmados sete óbitos e os demais já receberam alta. Ao todo, 49 pessoas foram internadas no estado.

“É um momento difícil, esse último encaminhamento não foi planejado, foi de última hora. O ministro Pazuello (Saúde) entrou em contato conosco para que fizessem esse transporte de maneira urgente. Nós aceitamos, mas informamos que agora fica difícil até para ajuda emergencial, visto que nós temos que manter a condição de atendimento para o povo goiano”, alegou.
Atualmente, 22 pacientes estão internados no HC. Nove estão na UTI, sendo quatro intubados em estado gravíssimo e cinco em ventilação não invasiva, em estado grave. Os outros 13 pacientes estão em leitos de enfermarias. Já no Hmap, em Aparecida de Goiânia, três pacientes estão na UTI, sendo dois em estado gravíssimo, em ventilação mecânica, e um respirando espontaneamente com uso de máscara facial. Além disso, um paciente está com uso de oxigênio.
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