Visivelmente abalado, Thomas Stein, condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira (10), teve negado pelo juiz o pedido de um último abraço em sua família antes de ser levado sob custódia. Aos 18 anos, Stein foi considerado culpado pelo assassinato a tiros de Kayla Rincon‑Miller, 15, ocorrido em março de 2024.

“Se eu pudesse lhe pedir apenas uma coisa, antes de sair do tribunal, se eu pudesse dar um abraço na minha família, se o senhor permitiria?”, disse Thomas durante a audiência, em tom emocionado. O juiz Nick Thompson respondeu que permitiria despedidas, mas não contato físico: “Não posso atender a esse pedido aqui. Você pode se despedir, mas não pode ter nenhum contato físico”. Thomas acatou a decisão sem contestar.
Segundo a acusação, Thomas e um cúmplice abordaram a vítima e duas amigas com um carro em Cape Coral, em uma tentativa de assalto que resultou na morte de Kayla. A promotoria apresentou provas e testemunhos que, de acordo com o tribunal, demonstraram a participação direta de Stein no disparo que tirou a vida da adolescente. O caso teve grande repercussão local devido à idade da vítima e à violência do crime.
Durante a sessão, familiares da vítima acompanharam o julgamento e, ao final, fizeram relatos emocionados sobre o impacto da perda. Representantes do Ministério Público destacaram a gravidade do ato e pediram pena máxima. A defesa alegou atenuantes e buscou reduzir a responsabilização do réu, mas o tribunal manteve a sentença de prisão perpétua.
Autoridades de Cape Coral não divulgaram imediatamente detalhes logísticos sobre a transferência de Stein para uma unidade prisional de segurança máxima. Procedimentos padrão determinam que, após a leitura da sentença, o condenado seja escoltado pela polícia para início do cumprimento da pena.
O caso reacendeu debates sobre segurança pública e violência juvenil na região, além de provocar manifestações de apoio à família de Kayla. Organizações locais que trabalham com prevenção da violência e com apoio a vítimas afirmaram que continuarão atuando para oferecer suporte às amigas e parentes da adolescente.
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