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Unidades de pesquisa do MCTI participam de encontro internacional para cooperação científica na Amazônia

Além das instituições brasileiras, também integram a rede institutos de outros quatro países Foto: Rede Bioamazonia/Sinchi

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Pesquisadores do Instituto Mamirauá, do Museu Emílio Goeldi e do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA), unidades de pesquisa vinculadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), participaram da III Reunião Anual da Rede Bioamazônia, grupo que busca integrar e fortalecer o intercâmbio de conhecimento entre os países amazônicos. Além das instituições brasileiras, também integram a rede institutos de outros quatro países. 

O encontro, que começou no dia 11, na cidade de Letícia, na tríplice fronteira amazônica, entre Colômbia, Brasil e Peru, e vai até este 15 de maio, tem como tema central “Conflitos e Ameaças na Pan-Amazônia: contribuições da ciência para a sustentabilidade do bioma”. Durante o evento, especialistas debaterão de forma colaborativa os principais desafios enfrentados pela Amazônia. 

Segundo o diretor-geral do Instituto Mamirauá, João Valsecchi, a rede parte do entendimento de que nenhum centro de pesquisa isoladamente reúne todas as capacidades necessárias para compreender a complexidade e enfrentar os desafios da Amazônia. “Por outro lado, e diante disso, questões cada vez mais urgentes — como mudanças climáticas, perda de biodiversidade e pressão sobre os modos de vida tradicionais — implicam em tomada de decisão baseada em evidências científicas e com ampla escuta, a fim de orientar políticas públicas, estratégias de conservação e iniciativas de desenvolvimento sustentável”, ressaltou Valsecchi. 

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O evento aborda temas como o desenvolvimento hidrelétrico na Amazônia e a energia limpa, a contaminação por mercúrio, as espécies migratórias, a perda de conhecimentos tradicionais, os incêndios e o manejo integrado do fogo, e o comércio de espécies amazônicas (legal x ilegal). 

De acordo com o diretor do INPA, Henrique Pereira, a reunião é fundamental para consolidar uma articulação inédita entre os principais institutos de pesquisa da Pan-Amazônia. “Mais do que um espaço de debate, este encontro representa um avanço concreto na cooperação entre os países amazônicos em temas estratégicos, como biodiversidade, mudanças climáticas, bioeconomia e sustentabilidade do bioma”, destacou Pereira, vice-presidente da rede e coordenador do grupo de trabalho sobre conflitos e ameaças. 

A atividade marca uma etapa de consolidação da Rede Bioamazônia, com o objetivo de avançar em uma agenda estratégica comum orientada por missões. Por meio de um trabalho coordenado, colaborativo, multidisciplinar e transfronteiriço, os pesquisadores e especialistas presentes buscarão identificar e priorizar os desafios regionais em biodiversidade e bioeconomia, identificar oportunidades para o fortalecimento das capacidades científicas e institucionais e desenvolver propostas conjuntas de cooperação entre os institutos membros da rede. 

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Para o diretor do Museu Goeldi, Nilson Gabas Júnior, as expectativas com as ações da rede são grandes. “Nós não somos uma rede que se propõe a fazer as mesmas coisas, só que em maior escala. É uma rede que se propõe a fazer perguntas e, a partir delas, respondê-las com a contundência de oito instituições da Amazônia.”, disse. 

A Rede Bioamazônica, financiada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é um instrumento regional que reúne oito institutos científicos de cinco países do bioma amazônico, somando mais de mil pesquisadores. No Brasil, os representantes são o Instituto Mamirauá, o INPA e o Museu Paraense Emílio Goeldi; na Bolívia, o Instituto de Ecologia da Universidade Maior de San Andrés (IE/UMSA); na Colômbia, o Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt (HUMBOLDT) e o Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI (SINCHI); no Equador, o Instituto Nacional de Biodiversidade (INABIO); e, no Peru, o Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP). 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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