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Uruana: Mãe pede ajuda para conseguir respirador e home care para filho de 5 anos com paralisia motora

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A dona de casa Lorena Lorrany Maciel Ribeiro, de 28 anos, luta para tentar melhorar a qualidade de vida do filho Arthur Melchior Maciel Ribeiro, de 5 anos, que tem paralisia motora. A família vive em Uruana e tenta conseguir o serviço de home care – que é o atendimento hospitalar dentro de casa – com respirador. No entanto, segundo a dona de casa, a UTI domiciliar para o filho foi negada pelo plano de saúde.

Como Arthur não se movimenta, a família está organizando uma feijoada para arrecadar cerca de R$ 8,6 mil e, assim, comprar uma cadeira de rodas especial para ele. O menino, que vive acamado, não tem o controle das pernas, dos braços e nem da cabeça. Ele se alimenta por sonda gástrica e respira por traqueostomia.

“O Arthur interna bastante. Nós passamos cerca de 10 dias em casa e, depois, voltamos para o hospital e ficamos cerca de dois meses. É sempre assim”, relata.

Segundo informado pelo Ipasgo – plano de saúde contratado pela família – o plano de assistência é o único em Goiás que oferece na cobertura o serviço de home care. No entanto, explicou que “diante da portaria vigente no Ipasgo, o serviço de homecare, atualmente, atende apenas aos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Trindade e Anápolis”.

Necessidade de respirador

De acordo com a mãe, até agosto do ano passado, Arthur não precisava utilizar oxigênio. Porém, após ter de passar por uma traqueostomia, o menino teve uma piora no quadro respiratório e passou a precisar de oxigênio de uso contínuo. Ainda assim, segundo Lorena, só o oxigênio não está sendo suficiente, por isso ele precisa de um respirador.

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“Nós fomos investigar o motivo [das internações] e descobrimos que o pulmão dele não está expandindo. Então, ele precisa do respirador para ajudar ele a respirar, porque o pulmão dele não está enchendo”, explicou.

A mãe de Arthur conta que entrou com o pedido do home care com o respirador assim que o filho fez a traqueostomia. No entanto, ela diz que o plano de saúde se recusou a fornecer o serviço hospitalar em casa.

“Eles não me deram nenhum papel formal dizendo que não poderiam fornecer o home care, mas me informaram que não poderiam me fornecer por causa da cidade onde moramos, mas nós não temos condição de sair daqui. Eu acredito que, como é um suporte de vida, o plano teria que me oferecer. Também tentei pela rede pública, mas foi negado”, conta.

Segundo Lorena, que também tem outros dois filhos, de 8 e 10 anos, o marido trabalha fazendo bicos, mas não tem emprego fixo. Com isso, a família não tem condições financeiras de bancar o tratamento adequado.

Sequelas neurológicas e motoras

Segundo a mãe, Arthur é fruto de uma gestação de gêmeos da qual só ele sobreviveu.

“Arthur é um ‘bebezão’ que nasceu aos seis meses de gestação. Infelizmente, o irmãozinho não resistiu, mas, para a nossa alegria, ficou o Arthur para iluminar nossos dias com seu sorriso. Por ser prematuro extremo e pela parada cardiorrespiratória que ele deu ao nascer, ficou com várias sequelas neurológicas e, consequentemente, motora”, explica.

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Feijoada para conseguir cadeira de rodas

Além do home care com respirador, Arthur também precisa de uma cadeira de rodas especial para ajudar a transportá-lo, já que o menino não tem nenhum movimento. A família vai realizar uma feijoada para conseguir arrecadar o dinheiro, no próximo sábado (25). O valor da cadeira, segundo orçamento feito por Lorena, é de R$ 8,6 mil. Cada marmita de feijoada será vendida por R$ 10. A mãe já começou a campanha pelas redes sociais.

“Estamos fazendo uma campanha para conseguir a cadeira de rodas especial, que é feita sob medida para ele. Ele não mexe nada, então, tem que ser uma cadeira que consiga suprir as necessidades dele. Nós vamos fazer a feijoada e, se Deus quiser, vamos conseguir arrecadar o dinheiro”, diz.

A mãe conta ainda que, antes da traqueostomia, Arthur pesava 6 kg, mas depois do procedimento passou a respirar melhor e engordou 20 quilos, o que reforça a necessidade da cadeira de rodas do tamanho dele.

“Hoje, ele pesa 26 kg, por isso, a necessidade da cadeira de rodas. A dele não serve mais e a nova tem que ser feita para ele com as medidas dele, por isso esse valor maior”, explica.

*Com informações: G1

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