por Renato Violi, jornalista e nutricionista em formação
A pandemia foi declarada em março do ano passado (2020) no Brasil. Desde então, cientistas do mundo todo travaram uma batalha para encontrar uma vacina contra a Covid-19. Enquanto isso, vários remédios já existentes foram testados para um possível tratamento para a doença. Na lista aparecem a Hidroxicloroquina, Azitromicina e a Ivermectina.
Vários médicos passaram a adotar um suposto “protocolo” envolvendo os três medicamentos. Meses depois e várias pesquisas apontaram a ineficácia contra o novo coronavírus.
Ainda assim, milhares de pessoas compraram o remédio sem receita médica, muitas estimuladas inclusive pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), grande defensor da cloroquina.
O problema é que, sem saber as reais indicações, dosagem apropriada para o organismo, muita gente fez o consumo excessivo das substâncias, gerando toxicidade. O que pode colocar em risco a saúde, como explica a farmacêutica Viviane Vieira: “Qualquer medicamento, mesmo que seja uma simples aspirina ou tylenol, estamos correndo o risco de apresentar efeitos adversos que podem ser graves. Por exemplo, a aspirina pode provocar gastrite e até sangramento gastrintestinal”, pontua.

Em vários estados brasileiros, há registros de pacientes que desenvolveram outras doenças, como a necrose do fígado – órgão responsável pelo metabolismo. O caso mais recente foi em Minas Gerais, onde um jovem pode precisar de transplante de fígado após desenvolver hepatite medicamentosa, por tomar altas doses de Ivermectina por mais de uma semana.
A chegada da vacina foi um alívio para a população mundial, que já está sendo imunizada desde o ano passado. Em Ceres, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 1.000 pessoas já receberam a primeira dose. Até que a sua vez chegue, o ideal é seguir as orientações das autoridades sanitárias: usar máscara facial e fazer o distanciamento social.
E se precisar de remédio, a orientação é procurar um médico. “É este profissional que indicará o melhor medicamento para aquele paciente, pois todo tratamento farmacoterapêutico deve ser individualizado. O medicamento que fez bem para o meu vizinho, não necessariamente fará bem para mim” conclui Viviane.
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