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Política

Veja a trajetória política de Maguito Vilela, que faleceu nesta quarta-feira (13) por complicações da Covid-19; Veja fotos históricas do Jornal do Vale

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Luiz Alberto Maguito Vilela, o Maguito, costumeiramente lembrado por ter sido governador de Goiás e prefeito de Aparecida de Goiânia, é filho de Joaquim Morais Vilela e de Nazime Martins Vilela e foi criado em uma família de sete filhos.

Maguito nasceu no dia 24 de janeiro de 1949, na Fazenda Mateiro, em Jataí. Aos 17 anos, arriscou-se na carreira de jogador de futebol. Chegou a ser jogador profissional pelo time de sua cidade, o Jataiense. Foi nessa carreira que passou de “Luiz Alberto” para “Maguito Vilela”.

Aos 25, formou-se em direito na Faculdade de Direito de Anápolis. Dois anos depois, em 1976, entrou para a política, elegendo-se vereador de Jataí pelo partido Aliança Renovadora Nacional (Arena).

Em 1979, da Arena, partido apoiador da ditadura militar, Maguito passou para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que atuava na oposição ao regime. Em 1982, foi eleito, pela primeira vez, deputado estadual de Goiás, com posse no ano seguinte.

Na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás, foi de vice-líder do PMDB a líder do Governo na Casa. Na época, o prefeito Iris Rezende, seu correligionário, era, pela primeira vez, governador do Estado.

Em 1986 Maguito foi eleito deputado federal constituinte por Goiás em 1986. Nessa época, o Brasil começava a viver o período de redemocratização. Em 1987, o emedebista assumiu cadeira na Assembleia Nacional Constituinte (ANC) e integrou-se, como titular, à Subcomissão dos Direitos e Garantias Individuais, da Comissão da Soberania e dos Direitos e Garantias do Homem e da Mulher, e, como suplente, à Subcomissão de Garantia da Constituição, Reformas e Emendas, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.

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Em 1990, foi eleito vice-governador de Goiás na chapa encabeçada por Iris. Em 1994, saiu candidato a governador, com apoio do correligionário, e elegeu-se no segundo turno, disputado com Lucia Vânia, com 1.013.025 votos.

Em 1998, sua reeleição era tida como certa, mas ele saiu candidato ao Senado. Nessa época o candidato do PMDB foi Iris, que acabou perdendo para Marconi Perillo (PSDB). Maguito chegou a disputar a cadeira de governador em 2002, perdendo para o tucano, e 2006, quando foi eleito o médico e vice-governador de Marconi, Alcides Rodrigues (PP).

Em 2007, foi nomeado vice-presidente do Banco do Brasil e em 2008, foi eleito prefeito de Aparecida de Goiânia no primeiro turno, com 81,8% dos votos, cargo para o qual foi reeleito em 2012. O atual prefeito é Gustavo Mendanha (MDB), sucessor de Maguito, foi eleito em 2016 e acaba de conquistar a reeleição com recorde de votos.

Em 2020 Maguito Vilela disputou as eleições municipais e foi eleito prefeito da cidade de Goiânia, com 52,60% dos votos, para o mandato de 2021 a 2024. Ainda na UTI a posse de Maguito ocorreu por meio de uma assinatura eletrônica.

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Maguito Vilela testou positivo para o coronavírus no dia 20 de outubro. Dois dias depois, ele foi internado em um hospital de Goiânia. No dia 26, para garantir maior suporte ventilatório e tratar as inflamações no pulmão, ele foi transferido para um leito de UTI.

Maguito sendo entrevistado pelo jornalista Waldir Marques

No dia seguinte, em 27 de outubro, o político foi levado ao Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento contra a Covid-19, onde permaneceu internado até a madrugada desta quarta-feira (13), onde faleceu, aos 71 anos.

Fora da política, Maguito já foi dirigente do Vila Nova Futebol Clube e vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Atualmente, era casado com Flávia Teles. Pai de dois filhos, Vanessa e Daniel Vilela, que hoje é presidente estadual do MDB, também foi casado com Sandra Regina Carvalho Vilela e Carmen Sílvia.

Maguito cumprimentando o jornalista Waldir Marques quando visitou Ceres, no Aeroporto local

“É com muita tristeza que recebemos essa notícia. Esperávamos a recuperação do Maguito, mas, infelizmente não era esse o plano de Deus”, disse o editor do JORNAL DO VALE, jornalista Waldir Marques, que era amigo do ex-governador e que, por diversas ocasiões, teve a oportunidade de entrevistá-lo, como mostram as fotos de arquivo do JORNAL DO VALE.

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