Trechos do “O homem mais feliz da história”
Além dos efeitos orgânicos que a pandemia pela Covid-19 está causando, certamente, afetou-se também nossa saúde mental. Portanto, neste artigo decidi transcrever um trecho do livro O homem mais feliz da história, do autor Augusto Cury (com a sua autorização). Uma carta de amor para a humanidade:
“…Nunca esqueça que ser feliz, livre e saudável é treinar sua emoção para ouvir o inaudível e enxergar o invisível, pois, se você perceber apenas o tangível, jamais descobrirá as lágrimas nunca choradas e as palavras nunca expressas, sejam as suas, sejam as de quem ama. É ainda treinar pensar como adulto, mas sempre se sentir como uma criança. Ser feliz é treinar seu Eu para questionar suas próprias verdades e se posicionar humildemente como um ser humano em construção, um eterno aprendiz, pois, se você for autossuficiente, uma pessoa completa, será estéril, deixará de inovar e de se reinventar como educador, amante, líder, profissional. Ser feliz é treinar sua empatia e seu altruísmo e declarar que, independentemente de cultura, sexo, condição social, somos membros de uma única família: a humanidade. É descobrir que nossas diferenças estão na ponta do iceberg da nossa mente, pois, na imensa base, somos exatamente os mesmos. É ter a convicção de que ninguém pode ser chamado de ser humano se não respeitar os diferentes. Ser feliz é treinar pacificar a própria mente, não destruindo irresponsavelmente seus recursos naturais por sofrer por antecipação, por ruminar perdas e mágoas, ter dificuldade de conviver com pessoas lentas, ser viciado em apontar falhas e elevar o tom de voz… Ser feliz, livre e saudável é treinar o próprio olhar para ver charme nas limitações e nos defeitos dos outros, pois você também é imperfeito, e só não erra quem está morto. É saber que você pode conviver com milhares de animais e nunca terá uma decepção, mas, se conviver com outro ser humano, haverá frustrações. É saber que você também frustrará as pessoas que mais ama. Ser feliz é deixar de ser um predador de quem falha, pois, por trás de uma pessoa que fere há uma pessoa ferida. É saber que a maior vingança contra um inimigo é compreendê-lo e perdoá-lo; e o maior favor que se faz a ele é odiá-lo, pois ele dormirá com você e destruirá seu sono. Só é feliz quem é capaz de fazer os outros felizes. Ser feliz é treinar o próprio. Eu para saber que ciúme é saudade de si mesmo, pois quem tem ciúme exige do outro a atenção que não dá a si próprio, cobra um reconhecimento do outro que nunca teve consigo. Ser feliz é saber que, antes de namorar alguém, você precisa namorar a sua vida. Se ninguém lhe der flores, vá à floricultura e compre-as para si… Ser feliz é saber que as mulheres são os diamantes da humanidade. Ser feliz é ter convicção de que os tesouros da humanidade não são as empresas, o petróleo, o ouro, mas nossas crianças. É ser contra o assassinato coletivo da infância delas. Elas têm tempo para tudo, menos para ter infância. É não intoxicá-las digitalmente nem com excesso de atividades, pois o gênio de hoje se tornará o adolescente ansioso amanhã. É não dar drogas da obediência para quem tem a síndrome do pensamento acelerado, mas não é hiperativo. É saber que o melhor medicamento é seu tempo: tempo para brincar, ser palhaço, contador de histórias, ser um herói imperfeito. Ser feliz é treinar a sensibilidade para entender que a vida é assombrosamente breve para ser vivida e dramaticamente longa para se errar. Ser feliz não é estar alegre em todos os momentos, mas usar a ansiedade para nutrir a tranquilidade, as vaias para irrigar a coragem e as derrotas para dar musculatura à capacidade de se reinventar. Ser feliz não é apenas festejar aniversários e datas importantes, mas festejar diariamente a existência de quem amamos. É dizer para os filhos: “Você é insubstituível, obrigado por existir!” É declarar para os pais: “Sem vocês, meu céu não teria estrelas”. É expressar para quem ama: “De todas as coisas que conquistei na vida, você é a melhor delas…” Ser feliz é ter maturidade para perguntar: “Onde eu errei e não soube?” É ter sabedoria para dizer: “Desculpe-me, me dê mais uma chance.” E, acima de tudo, é nunca desistir da vida, mesmo que desistam de você. É saber que sua paz vale ouro e que o resto é insignificante. Se treinar, não tenha medo de falhar; se falhar, não tenha medo de chorar; se chorar, corrija suas rotas, mas não desista, dê sempre uma nova chance para si mesmo…Jamais desista de ser feliz. Lute sempre pelos seus sonhos. Seja profundamente apaixonado pela vida, pois, apesar de seus defeitos, a sua vida é um espetáculo único, imperdível e irrepetível”.
Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Telefone: 3307-1505. Whatsapp (62) 9962-6052
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