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Veja as Dicas de Saúde, por Fabiano Santana Moura

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Cera em excesso

A cera, ou cerume, é uma proteção fundamental, pois seu pH ácido não deixa as bactérias e fungos se proliferarem nos ouvidos. Além disso, ela constitui uma barreira física para outros organismos como insetos, poeira etc. Todo indivíduo deve produzir cera, e, se isso não ocorrer, pode haver sérias consequências para a saúde dos ouvidos. Porém, a produção excessiva de cera nos ouvidos pode incomodar muito.

Não há um consenso sobre o excesso de cera ser ou não uma doença. Contudo, o fato é que se trata de uma situação extremamente comum. Repito: cera não é sujeira. O acúmulo de cera não tem relação alguma com o tipo de trabalho da pessoa, com entrada de poeira ou poluição. A descamação da pele, que é um processo que ocorre de dentro para fora, carrega a cera consigo, sendo que esse mecanismo de autolimpeza deve sempre funcionar. Caso não funcione adequadamente, então a cera se acumula.

O excesso de cera pode ocorrer em crianças ou adultos de qualquer idade e acometer os dois ouvidos ou apenas um. Curiosamente alguns pacientes têm sempre excesso de cera somente em um ouvido a vida toda. Difícil entender o porquê e explicar… Muitas vezes, sua presença pode ocasionar alteração estética ou até mau odor, o que certamente gera constrangimento. No entanto, mais do que isso, o grande volume de cera pode gerar consequências como bloqueio do canal auditivo com diminuição drástica e imediata da audição, tontura, zumbidos, predisposição a otite externa aguda ou crônica etc.

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Muitas vezes, a cera sai sozinha, através do processo de autolimpeza que citei nas linhas passadas. Em outras, contudo, é preciso fazer o procedimento de retirada do excesso em consultório. O que não se recomenda jamais é utilizar hastes flexíveis de algodão (cotonetes) dentro dos ouvidos, o que pode piorar muito a situação. O uso do cotonete pode empurrar a cera mais internamente, diminuir a audição, além de machucar o canal do ouvido e perfurar a membrana timpânica.

Recomendamos limpar apenas a orelha externa usando a própria toalha, nunca enfiar nada no canal do ouvido. Em consultório, podemos fazer a remoção da cera com uma cureta, sem necessidade de lavagem, ou através de lavagem com água morna e material apropriado.

Atenção! Em caso de diminuição da audição, nunca pingue gotas para amolecer a cera sem ter sido examinado por um médico e este ter prescrevido as gotas. Você pode estar com um problema mais grave, como a surdez súbita, ou otite, que necessita de tratamento urgente para reverter a surdez.

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Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Telefone: 3307-1505.

Jornal do Vale, desde 1975 – www.jvonline.com.br

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