Pesquisar
Close this search box.

Veja as Dicas de Saúde, por Fabiano Santana Moura

publicidade


Sangramento nasal (epistaxe)

O nariz é um órgão muito irrigado e com os vasos bem expostos. Por isso, o sangramento nasal, também chamado de epistaxe, é comum e pode acontecer de maneira espontânea ou, ainda, em consequência de trauma nasal simples (batida no nariz, por exemplo) ou trauma nasal mais grave, como uma fratura. O nariz também pode sangrar devido a hipertensão arterial, pólipos, uso de drogas, tumores e alterações na coagulação do sangue. Uma questão também bastante comum relativa ao sangramento nasal em crianças é que estas costumam ficar cutucando o nariz, e o trauma repetido vai levando a sangramento.

Agora, por que os vasos do nariz são tantos e tão expostos? A resposta é que o ar que passa pelo nariz deve ser aquecido antes de chegar aos pulmões. E, ao passar pelo nariz, ele se aquece com o calor do sangue dos vasos expostos!

No caso da pressão arterial, diz o senso comum que o “sangue sai para aliviar a pressão na cabeça, para a pessoa não ter um derrame”. Não é bem assim, mas faz sentido. Quando a pressão sanguínea está elevada, pode haver o rompimento desses vasos do nariz e isso é um sinal de alerta, pois outros vasos, inclusive do cérebro, também podem romper. No caso da cabeça, chamamos de “derrame”, hemorragia intracraniana ou AVCh (acidente vascular encefálico hemorrágico). Portanto, se você já teve ou frequentemente tem sangramento nasal, isso é um sinal de alerta de que algo não vai bem com o organismo.

Leia Também:  Em Rialma, prefeito mantem suspensa algumas atividades comerciais por mais 15 dias; Algumas podem funcionar 30% de sua capacidade; Veja o decreto

Dentre as complicações do sangramento nasal, vale ressaltar: anemia, sinusite, desconforto social e emocional, necessidade de internação (muitas vezes, com indicação de transfusão de sangue). Em casos extremos e sem atendimento médico adequado pode levar à morte.

Sangramento nasal nunca é normal, apesar de ser bastante comum.

Sempre pergunto aos meus pacientes com epistaxe o que eles fazem quando inicia o sangramento. Já ouvi todo tipo de conduta, como cheirar álcool, colocar a cabeça debaixo da torneira aberta, colocar gelo na nuca, cheirar lima de bico. Não indico nada disso. Apenas oriento que, assim como quando cortamos o dedo com uma faca de cozinha, se não apertarmos o local do sangramento, não para de sangrar. Portanto, o mais importante é manter a calma, apertar a narina usando um pano por cerca de trinta minutos, ficar de repouso e procurar atendimento médico assim que possível. Geralmente, apenas com medicações, conseguimos tratar a epistaxe, às vezes uma cauterização dos vasos em consultório é necessária e raramente o paciente precisa ser operado.

Leia Também:  Em Goiás, MP apura desvios na vacinação em cinco cidades

Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Telefone: 3307-1505. Whatsapp (62) 9962-6052

Jornal do Vale, desde 1975 – www.jvonline.com.br

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade