A Assembleia Legislativa realiza hoje a primeira sessão ordinária da 18ª legislatura e retoma as discussões para composição das 17 comissões temáticas, por onde passam os projetos de leis em tramitação na Casa. Mesmo com uma reunião marcada para logo após o encerramento do expediente entre líderes de bancada, a expectativa é de que os últimos acertos só ocorram na próxima terça-feira.
Presidente da Assembleia, Helio de Sousa (DEM) frisa que as escolhas dos membros das comissões ocorrerão conforme a proporcionalidade de cada partido. “Vamos respeitar todas as legendas, assim como foi na composição da mesa (diretora), em que contemplamos os partidos de acordo com suas conquistas políticas”, afirma.
Helio negou que o PMDB vá ficar de fora das comissões, conforme alegação do líder da bancada peemedebista, deputado José Nelto. “Não tem essa intenção. Acho que é um engano dele essa interpretação. Tudo é questão de diálogo e de buscar um entendimento”, rebate o presidente. Nelto chegou a afirmar que havia uma movimentação na base governista para “esvaziar o PMDB”.
“Se essa tendência se confirmar, vai nos restar bater a porta da Justiça. Entrar com um mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Estado (TJ-GO) para reverter a situação”, disse o peemedebista.
Indagado sobre as medidas de contenção de gastos anunciadas pelo presidente da Assembleia, como o corte de comissionados e o estabelecimento de regras para viagens de deputados, Nelto afirmou que concorda em parte. “São ações importantes, porém mais que isso é realizar uma auditoria na obra de construção da nova sede da Assembleia. Aquilo está superfaturado e tem gente (ex-deputados) se beneficiando até hoje”, declarou, acrescentando que também é favorável a corte profundo de comissionados.
Em relação à conclusão da nova sede do Legislativo, Helio adiantou que irá fazer uma nova licitação, mas não apresentou data. A expectativa é de que o prédio fique pronto em dezembro de 2016.
Base
Ao contrário de Nelto, o tucano Nédio Leite reagiu a algumas das ações anunciadas pela presidência da Casa. Embora frise que é preciso acompanhar os ajustes promovidos em outros poderes, Nédio se diz contra o corte de gratificações.
“Talvez isso possa reduzir a qualidade do serviço prestado se levarmos em consideração que a iniciativa privada paga melhor que o poder público. Defendo que o bom profissional tem de receber bem”, rebateu. Em entrevista exclusiva ao POPULAR, o presidente da Assembleia apontou o estabelecimento de critérios para o pagamento de gratificações como uma medida a ser adotada.
Nédio também afirmou que é a favor do custeio de viagens aos deputados (Helio prometeu rigor na liberação). “Se o assunto for inerente à Assembleia acho que é legítimo”.
Informações O Popular










































