A dona de casa Leide Daiane Matos Pimenta, de 30 anos, está fazendo uma a campanha nas redes sociais visando arrecadar R$ 40 mil para o tratamento do filho, Samuel Pedro Pimenta, de 8. O garoto se feriu após ser atingido por uma roçadeira enquanto viajava de carro, há quase um ano. Ele teve o antebraço esquerdo decepado e um trauma forte na cabeça. O valor é necessário para adquirir uma prótese, que precisa ser colocada no crânio do garoto por meio de uma cirurgia. Devido à pancada, o cérebro está coberto apenas pelo couro cabeludo e o menino não pode fazer coisas normais, como correr e brincar.
Morador de Uruana, Samuel sofreu o acidente no dia 3 de abril do ano passado. Ele, a mãe e um vizinho tinham ido até Ceres, para visitar a avó.
“Estávamos passando em frente a um hotel e tinha um homem roçando um mato. A roçadeira travou, o rapaz se descontrolou e ela veio para bater no carro. O motorista desviou, mas ela atingiu o Samuel na lateral, que estava no banco de trás”, disse Leide.
Ela conta que, naquele momento, ficou desesperada, pois viu que ele havia perdido o antebraço e estava com um corte muito profundo na cabeça, a ponto de parte da massa encefálica ser exposta.
O garoto foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento de Ceres e, no mesmo dia, foi transferido para o Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. Na capital, ele ficou 19 dias internado.
Cirurgia
Conforme o neurologista pediátrico Mauro Paiva Gomes, a prótese usada no procedimento – chamado cranioplastia – é feita por uma impressora 3D. O médico explica que a operação dura cerca de duas horas e consiste na colocação da peça após uma abertura no crânio.
“Ela é feita com um material sintético e colocado no local onde há a falha óssea. O afundamento foi muito sério. Então, disse à família que se eles conseguirem a prótese, eu faço a cirurgia gratuitamente”, afirmou.
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Com o procedimento, Samuel poderá ter uma vida mais tranquila e ativa. Ele ficou com algumas sequelas neurológicas, como dificuldades para falar, que não serão resolvidas com a cranioplastia.
Em 35 anos de experiência, Gomes afirma que jamais tinha visto caso semelhante. “Do tamanho que foi o corte, praticamente pegando o crânio inteiro, é o primeiro caso que eu atendo”, revela.
Campanha
Após o acidente, a região do crânio de Samuel ficou bastante sensível, impedindo que ele possa correr, brincar, jogar futebol ou andar de bicicleta como qualquer garoto de sua idade.
Para tentar melhorar a vida do filho, Leide criou a campanha “O Vale Abraça Samuel”. O intuito é conseguir R$ 40 mil para adquirir a prótese.
“Vai mudar a vida dele e a minha também. Vou poder trabalhar. Ele parou a vidinha dele e eu a minha para poder cuidar dele”, afirma.
A dona de casa vive com Samuel e mais dois filhos, de 14 a 10 anos. Sem poder trabalhar, ela paga as contas com o que recebe do Bolsa Família – R$ 180,00 – além de uma aposentadoria obtida pelo menino, no valor de um salário mínimo.
Com essa quantia, ela também tem que comprar os medicamentos para o filho e arcar com as despesas por conta de uma viagem semanal a Goiânia para tratamento no Centro de Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer). Ela só não custeia o transporte, fornecido pela prefeitura.
Da Redação com G1















































