Pesquisar
Close this search box.

TJGO pode retirar da Assembleia projeto que promove reestruturação cartorária

publicidade


Está em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás, projeto de lei que promove alterações na estrutura cartorária no estado. A proposta prevê um total de 147 serventias, sendo que 43 serão desmembradas, 40 serão criadas e 3 extintas, resultando em 233 unidades extrajudiciais. O objetivo do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) é de melhorar os serviços prestados à população. A matéria foi bastante modificada, o que não agradou o Judiciário. O presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB) não descarta a hipótese de que a matéria seja retirada e para que outra seja apresentada.

“O entendimento que eu, como presidente, trouxe à sugestão do Tribunal, e aí vai caber ao Tribunal ter esse entendimento ou não, é pedir, avocar o projeto novamente, tentar um entendimento de um novo projeto e remetê-lo novamente à Assembleia Legislativa”, declarou o deputado.

José Vitti destacou que busca um acordo entre Judiciário e Assembleia Legislativa tendo em vista que o entendimento do TJGO é de que o projeto foi bastante desfigurado e por isso a tentativa de acordo. José Vitti não acredita na aprovação da matéria para que depois o governador possa fazer vetar os pontos modificados.

Leia Também:  Poder Judiciário mantém prisão de acusados de fabricar remédios falsos para emagrecer

“Então, acredito eu que mexer no projeto hoje não é mais possível. Não acredito também na colocação de colocar os vetos para que o projeto fique no original por parte do Executivo”, afirmou.

O governador de Goiás, José Éliton Júnior (PSDB) destacou que as questões com o Judiciário sempre são tratadas de maneira institucional. Ele declarou que enquanto a matéria está no Legislativo não cabe a ele fazer qualquer tipo de manifestação.

“Primeiro, eu nunca faço esse tipo de tratativa com o Judiciário, nós sempre tratamos de maneira institucional as questões de interesse público. Essa matéria está sob apreciação do Legislativo e compete ao Legislativo fazer a apreciação. Só no momento que concluir a apreciação por parte do Legislativo é que o Executivo haverá de se manifestar”, declarou.

Já o presidente do Tribunal de Justiça de Goiás, Gilberto Marques Filho disse que o assunto não foi tratado durante o encontro que ele José Vitti e José Éliton tiveram na tarde desta segunda-feira (23), e que o assunto ainda será estudado.

Leia Também:  Justiça de Valparaíso autoriza retificação de nome e gênero para pessoa não binária

“Não, isso foi falado agora pelo nosso presidente da Assembleia Legislativa, mas nós não discutimos isso agora. Foi dito aqui perante à imprensa presente, mas nós vamos estudar. Vamos conversar a respeito e depois vamos deliberar”, explicou.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade