A juíza Danila Cláudia Ramaldes, afastada cautelarmente da Vara Única de Bela Vista de Goiás, protocolou denúncia no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra a Corregedoria-Geral da Justiça de Goiás. Ela acusa o órgão de conduzir uma investigação abusiva, marcada por viés de gênero. A revelação veio da coluna de Lauro Jardim, no jornal O Globo.
A magistrada questiona a falta de provas objetivas nas acusações e atribui o processo a pressões políticas. Isso após decisões polêmicas suas, como o afastamento do prefeito de Pontalina por uso indevido de bens públicos.
Na mesma linha, ela determinou a exoneração do filho do gestor de cargo em secretaria e cassou mandatos de prefeito e vereadores de Joviânia por suspeita de compra de votos. Para a defesa, as denúncias surgiram exatamente desses alvos.
Os advogados argumentam que críticas ao estilo firme da juíza estão sendo usadas para perseguição administrativa. O afastamento ocorreu em janeiro, por decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), para investigar irregularidades e preservar provas. A defesa contesta prorrogações indevidas de prazos.
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