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Em Ceres, aposentados comemoram 66 anos de casados

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Os aposentados Jorge Antônio de Oliveira, de 101 anos de idade, e Maria Lúcia de Oliveira, de 86, completam, neste domingo (14), 66 anos de casados, em Ceres. O casal se conheceu em 1952, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Ela conta que o pediu em casamento em uma estação de trem e, desde então, os dois embarcaram em uma história de amor e companheirismo que completa “Bodas de Ébano”.

Maria Lúcia conta que foi ela quem tomou a iniciativa e pediu Jorge Antônio, 15 anos mais velho que ela. “Ele tinha uns trinta e poucos anos e eu ainda não tinha 20, quando ele veio a Goiás para visitar uma namorada. Aí um tio meu convidou ele e outros rapazes a ir visitar a fazenda. Quando ele chegou, eu estava a tecer, conheci eles e continuei o trabalho. No outro dia, mais arrumadinhos, nos encontramos, passamos o dia juntos e, na estação de trem, eu logo perguntei se ele queria se casar comigo. Ele foi embora para Minas Gerais e um ano depois voltou para a gente se casar”.

Maria Lúcia e Jorge Antônio nasceram em Itaúna, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas, apesar das famílias serem amigas, os dois não se lembravam um do outro e só foram ser apresentados em 1951, quando Jorge havia ido visitar uma namorada em Fazenda Nova, na região central de Goiás, para onde a família de Maria Lúcia havia se mudado.

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“Ele tinha ficado em Minas Gerais para cuidar de um casal de velhinhos. Mas depois que nos conhecemos ele voltou para lá já fazendo os planos de voltar para a gente ficar junto. E cumpriu com o combinado. Graças a Deus nós nos casamos e construímos esta família tão bonita, cheia de festa. Todo ano nossos filhos organizam uma festa para comemorar nosso casamento, e eu espero poder comemorar ainda muito mais”, disse.

 

Família

Ela e o marido tem seis filhos: José, João, Mauro, Lourdes, Maria Filha e Marlene. Outros dois frutos da união morreram. Os filhos os presentearam com 14 netos e outros 9 bisnetos e, segundo Maria Lúcia, a família está sempre a crescer. “A gente às vezes até perde a conta, então é bom sempre estar contando de novo, para não dar falta de ninguém”, brincou.

A servidora pública aposentada Maria Lúcia de Oliveira Filha, que leva orgulhosa o mesmo nome da mãe, relembra com carinho a história dos pais. Ela afirma que o testemunho de união dos dois motiva a família a celebrar das pequenas conquistas aos grandes marcos, como cada aniversário de casamento do casal.

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“O que motiva a gente é a união da família e o amor. A gente é movido por isso. Estou agradecendo a vida deles e a minha. Eu consegui me aposentar em Brasília e vir cuidar deles aqui. Minha mãe não sabe ler e mal assina o nome dela. Mas, na humildade, ela e meu pai deram educação de primeira para os filhos. Tudo aqui é emotivo de festa”, afirmou.

 

Bodas de Ébano

O casal celebra, neste domingo, Bodas de Ébano, título dado aos casais que completam 66 anos de união. Ébano é o nome de uma madeira de origem africana, muito nobre e forte. A árvore, que atualmente é rara de ser encontrada, é conhecida pela cor escura e pela sua força. Maria Lúcia afirma que são estas umas das principais virtudes dela e do companheiro.

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