O tenente-coronel Carlos Eduardo Belelli teve a soltura determinada, ontem (26), pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). De três desembargadores, dois votaram pela concessão da liberdade do policial militar, que está preso desde o último dia 18 de dezembro de 2018, suspeito de integrar grupo de extermínio. Outros quatro militares que haviam sido presos na mesma data já foram liberados.
Conforme a decisão da Justiça, Belelli pode “somente desempenhar atividades administrativas internas”. Ele também está proibido de “manter contato com pessoas que deverão prestar depoimento na condição de testemunhas arroladas no feito criminal em questão”.
Também determina que o oficial fique em recolhimento domiciliar após as 19h nos dias de semana e “como aos finais de semana em período integral”.
O Ministério Público de Goiás (MP-GO) afirmou que vai recorrer da decisão.
Relembre o caso
De acordo com o Ministério Público, Belelli e os outros quatro PMs são suspeitos de “divulgar mortes em confronto policial como atitudes legítimas, quando, na realidade, há suspeitas de homicídios praticados pelos militares investigados e até mesmo de simulações de situações de confronto com as vítimas”.
Conforme a denúncia, Belelli e os demais investigados mataram Darlei Carvalho da Silva e Dallyla Fernanda Martins por motivo torpe e com recursos que impossibilitaram as defesas delas. O corpo da segunda vítima, conforme o órgão, foi escondido.










































