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Em Itaberaí, criminosos assaltam e agridem ex-primeira-dama enquanto ela rezava

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Após ser agredida durante um assalto em sua própria casa, a ex-primeira-dama de Itaberaí, Eleni Soares, de 71 anos, relatou os momentos de pavor que viveu. Ela conta que estava ajoelhada rezando em seu quarto quando foi abordada e chegou, em um ato extremo, a morder um dos assaltantes durante o crime.

“[O assaltante] tampou minha boca com um pano. Na hora você não vê, você fica cego. Eu meti o dente, eu escutei o estalar do osso do dedinho dele. Aí ele saiu”, afirmou.
O assalto ocorreu por volta das 5h30 de domingo (7), no Setor Vila Leonor. Ela levou várias coronhadas no rosto, onde ficaram vários hematomas. O olho esquerdo ela ainda não consegue abrir direito. A Polícia Civil procura os criminosos.

Eleni conta que havia acabado de acordar e estava ajoelhada rezando ao lado da cama, se preparando para a missa, como faz normalmente. Neste momento, ela foi abordada.

“Ajoelhei e de repente senti puxar meu rosto para trás [conta mostrando que teve o cabelo puxado]. Falei o ‘o que é isso?’. E falaram que era um assalto”, lembra.

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Os criminosos fugiram no carro da vítima, levando cheques, cartões bancários, documentos e dois celulares. O veículo e os documentos já foram encontrados.

A idosa foi levada ao hospital, ficou internada em observação, mas recebeu alta no mesmo dia.

 

Investigação

Conforme a família, a câmera de segurança de um vizinho flagrou os assaltantes pouco antes de eles entrarem na residência.

Quando a idosa levou as coronhadas, as balas caíram no chão. Elas foram recolhidas e levadas para a perícia. Trata-se de uma pistola de uso restrito. Os óculos de um dos ladrões também foram deixados na residência e entregue às autoridades.

O delegado Ivaldo Gomes, responsável pelo caso, disse que a polícia está trabalhando para encontrar os criminosos.

“As diligências continuam no sentido de não só identificar a autoria do crime, mas também localizar e prender os responsáveis”, afirma.

 

Trauma
O assalto não deixou somente lesões físicas na idosa, mas também reviveu um trauma. Há nove anos, a mesma casa foi invadida. Na ocasião, o marido dela, Carlos Dias Mendonça, teve um infarto e morreu.

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“É mais do que um susto, é um trauma, há nove anos atrás, na mesma casa, nós fomos invadidos por ladrões e, no momento, meu pai foi infartado e teve óbito. Essa cena que hoje acontece com minha mãe nos faz lembrar um passado triste que levou meu pai”, desabafa Rita de Cássia Soares Mendonça, filha da vítima.

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