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Covid-19

Dois municípios goianos são suspeitos de vacinar pessoas fora dos grupos prioritários

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Segundo o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Goiás (Cosems), ao menos duas cidades goianas vacinaram idosos acima de 75 anos fora das instituições de longa permanência, como previsto na primeira fase de imunização contra a Covid-19.

A situação foi registrada nas cidades de Mineiros e Santa Helena de Goiás, ambas no sudoeste goiano, mas o Cosems informou que podem haver outros casos ainda não notificados no estado.

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Mineiros até o momento desta publicação não havia se manifestado sobre a situação.

Já a SMS de Santa Helena de Goiás informou que a vacinação das pessoas de 75 anos ou mais que não estão em instituições de longa permanência, como asilos e abrigos, “não influencia” na imunização dos demais grupos prioritários.

De acordo com o informado pela secretária Letícia Rosa, da SMS de Santa Helena de Goiás, a cidade recebeu 640 doses, das quais 150 foram direcionadas a esses idosos com mais de 75 anos que não estão em abrigos.

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Segundo a secretária, além de todos os idosos nos dois asilos da cidade, que somam 44 idosos, dos profissionais de saúde da rede particular, o município pretende imunizar 67 pessoas.

Letícia também informou à reportagem que, dos 600 profissionais de saúde da rede pública da cidade, 369 não tiveram Covid-19 e esses foram os priorizados na vacinação – portanto os demais devem ser imunizados em outra oportunidade. Porém, não há nenhuma recomendação de autoridades de saúde sobre não vacinar quem já teve Covid-19.

Presidente do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Goiás (Cosems), Verônica Savatim explicou que ainda não tem informações de quantos e quais outros municípios podem estar apresentando a mesma irregularidade. No entanto, de acordo com ela, foi publicada uma nota jurídica alertando os gestores para não fazerem alterações nos grupos prioritários.

“As doses vieram específicas. […] O grande risco é você deixar de vacinar aquele grupo que ficou definido e vacinar outros que não estavam pactuados. O profissional de saúde, por exemplo, está muito exposto, independente de onde estiver”, pontuou.

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