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Pandemia

Em Goiás, 17 regiões estão em situação de calamidade em decorrência do coronavírus

A SES-GO alterou a fórmula de cálculo do índice de risco, dando mais ênfase às condições de atender os casos graves, e Goiás agora só tem 11 municípios fora do vermelho

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A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) divulgou neste final de semana um novo mapa de calor do risco de Covid-19 no Estado, refazendo a fórmula com seis indicadores e dando maior peso para a procura e ocupação de leitos de UTI. Com isso, Goiás passou a ter 17 das 18 regiões em situação de calamidade e uma crítica. O relatório anterior indicava apenas uma de calamidade, 11 críticas e 6 em alerta (a menos grave). De acordo com o titular da pasta, Ismael Alexandrino, esta nova conta reflete com maior precisão o quadro atual da epidemia.

A SES-GO retirou da conta o indicador com a taxa de ocupação dos leitos de enfermaria, pois estes nunca estiveram com perigo de sobrecarga e são mais fáceis de abrir do que os de UTI, tanto em estrutura como em equipe médica. Além disso, a inclusão desta taxa colocava o índice mais baixo, provocando uma confusão, segundo a pasta, na análise do índice de risco, que deveria focar no avanço do contágio e na capacidade da rede de saúde de lidar com os casos mais graves.

“Os municípios entenderam que este indicador (a taxa de ocupação de enfermaria) era frágil e nós também, então mudamos e foi considerado o critério de UTI. Esse atual reflete realmente a pressão que o sistema está sofrendo”, disse Ismael.

O mapa de calor da Covid-19 em Goiás é dividido em três níveis, aos quais são atribuídas situações: do amarelo/alerta ao vermelho/calamidade, passando pelo laranja/crítico, conforme a análise de seis indicadores, sendo metade relacionada ao contágio pelo coronavírus e metade à sobrecarga no sistema de saúde público e privado.

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No novo cálculo foi incluído um indicador específico para a taxa de ocupação de leitos de UTI da rede estadual por região ou macrorregião nos últimos sete dias. Para que ele fique no amarelo, é preciso que a taxa esteja abaixo de 70%. Já no vermelho, tem de passar de 85%.

Também houve uma mudança no indicador a respeito de solicitações feitas pelos municípios à rede estadual para leitos de UTI. Em vez de “variação”, a fórmula considera a “incidência” dos pedidos. Isso porque de uma semana para outra pode haver uma variação para baixo, mas a incidência continuar alta.

A região “menos grave” é a Nordeste II, que envolve 11 cidades, entre elas Posse, Iaciara e São Domingos. É a única que aparece com a cor laranja no mapa. Isso porque apesar de a taxa de ocupação dos leitos de UTI estaduais estar acima de 90% e os gerais (públicos e privados) em 90%, não teria havido pedidos de novas internações nos últimos 7 dias e nem novas mortes

Taxas altas

A região “menos grave” é a Nordeste II, que envolve 11 cidades, entre elas Posse, Iaciara e São Domingos. É a única que aparece com a cor laranja no mapa. Isso porque apesar de a taxa de ocupação dos leitos de UTI estaduais estar acima de 90% e os gerais (públicos e privados) em 90%, não teria havido pedidos de novas internações nos últimos 7 dias e nem novas mortes.

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Já as 5 regiões que no dia 17 de fevereiro estavam na cor amarela (veja quadro), agora estão classificadas como situação de calamidade. A de Pirineus, que abrange Anápolis, Pirenópolis e mais 8 municípios, teve uma leve melhora quando se considera a taxa de ocupação de UTI geral, mas a da rede estadual está em 95%.

Outro indicador que piorou na região de Pirineus foi o da taxa de contágio (Re), que passou de 0,93 para 1,2. Ou seja, se antes dava para dizer que a epidemia estava sob controle, agora ela está avançando. Quando o Re está em 1, quer dizer que 100 pessoas contaminadas passam a doença para outras 100 pessoas. O número de regiões cujo Re é superior a 1,5 passou de 6 no dia 17 para 10 agora. OP

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