O filho de um vereador de Água Limpa, suspeito de matar a ex-mulher grávida se entregou à Polícia Civil na tarde desta terça-feira (21). Testemunhas contaram aos investigadores que o crime aconteceu porque o Marco Aurélio Leones Oliveira Rodrigues Barbosa, de 31 anos, não aceitava o fim do relacionamento com a então vítima Yasmin Bialik, de 21 anos.
Conforme o delegado da PC, Anderson Pelágio, que investiga o caso, a corporação conseguiu o contato com a defesa do suspeito e negociou para que ele se entregasse. Ele foi à Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam) de Itumbiara, onde foi interrogado, mas usou do seu direito de se manter em silêncio.
A vítima foi morta no sábado (18) e estava separada há uma semana do suspeito, mas ainda não tinha saído de casa. Foram disparados seis tiros contra a jovem, dos quais quatro a atingiram. Ela morreu no local. A jovem estava grávida de três meses.
Marco Aurélio é filho do vereador da cidade Hudnal Rodrigues (DEM). O suspeito foi recambiado e segue detido preventivamente no presídio de Buriti Alegre. Ele deve responder pelos crimes de feminicídio e aborto, já que a ex estava grávida.
O crime
Conforme a PC, os dois tiveram um relacionamento de aproximadamente oito meses e tinham se separado há pouco tempo. No entanto, o filho do vereador não aceitava o fim da relação.
“O autor, que é seu ex-companheiro e que mantinha um relacionamento com ela há aproximadamente oito meses, em virtude de uma separação recente desse casal, não aceitando o término, procurou por ela na cidade e, assim que a viu na rua, atirou contra ela”, disse Anderson Pelágio.
O suspeito havia fugido em uma motocicleta após o crime, de acordo com testemunhas. Uma amiga de Yasmin, que não quis ter o nome divulgado, disse que o ex-marido já tinha feito ameaças outras vezes.
“Ele é um homem muito abusivo. Ela tentou uma vez vir embora da fazenda onde eles moravam juntos. Eles tinham terminado, mas ele não aceitava”, disse.
Yasmin foi enterrada no domingo (20), no cemitério de Água Limpa.

Relacionamento conturbado e a gravidez
Gláucia Silva, de 44 anos, mãe da vítima, disse que não sabia da gravidez da filha e só descobriu após o sepultamento. Ela disse ainda que a filha sofria agressões do ex-marido. “Ele batia direto nela. Ela vivia à base de chantagem e terror psicológico. Minha filha tinha medo de sair de casa”, disse Gláucia.
A mãe de Yasmin contou que a família sabia das agressões e já tinha tentado tirá-la de casa. No entanto, como Marco Aurélio fazia muitas ameaças, a jovem tinha medo que ele fizesse mal a ela ou à família.
“Minha filha não tinha mais brilho, vivia fechada, de roupas compridas. Eu pedia para ela não ter um filho, porque sabia como ele era. Então ela escondeu isso de mim. Quando eu soube, me senti a pior pessoa do mundo”, lamentou Gláucia, chorando.
Irmão de Yasmin, o salva-vidas Luiz Guilherme Fernandes Silva também disse que a jovem tinha contado para a família que era vítima de agressão. “No início do casamento, ele era muito tranquilo. Mas, depois, ele ficou com muito ciúmes, minha irmã não podia fazer nada”, contou.
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