Quem orienta sabe da necessidade da compreensão mútua e que, muitas vezes, é preciso se atentar às observações do apóstolo Paulo de Tarso: “Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns” (1 Cor, 9:22). Mais do que a superioridade vaidosa, a humildade que pavimenta o entendimento e as afinidades de seres que necessitam um do outro para o impulso do progresso e da colaboração. A vida com menos ego e orgulho torna-se clamor para a aprendizagem e a compreensão maior. O que favorece desenvolver a vida no equilíbrio justo e adequado. Por exemplo, o sol, caso quisesse secar o lago com a pretensão de ensinar, ou a chuva que viria torrencialmente com a intenção de mudar o deserto, entornaria as esperanças da melhora gradual. É vital que se saiba graduar a ajuda para não causar prejuízos maiores. De graduar a luz, pois esta pode provocar cegueira momentânea e rebeldia, quando vem forte em demasia.
Paciência, tolerância e equilíbrio são fundamentais para aqueles líderes orientadores que buscam na transformação íntima do ser a valiosa lição. Todavia, sem paciência e repetição, amparo e incentivos, a aprendizagem torna-se mero sonho. É essencial que o orientador se alinhe com a necessidade de ajudar, mas sem ferir ou desestimular. Por outro lado, aprender o ritmo de cada um não significa desperdiçar oportunidades e tempo. Mas de buscar o entendimento íntimo e o despertar de Cristo em cada um, segundo seu estado e preparo, potencial e aspiração. A luz deve brilhar sem temor.
Paulo Hayashi Jr. é Doutor em Administração. Professor e pesquisador da Unicamp.
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