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Justiça

Em Goiás, advogado suspeito de quebrar dentes de entregador em briga de trânsito é solto após pagar fiança de R$ 100 mil

Na mesma noite, o advogado foi localizado pela PM em casa. Ele teria dito aos militares que havia “perdido a cabeça” e confessado a agressão.

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Na madrugada de sexta-feira (1º), um advogado foi preso suspeito de agredir um entregador de comida. Na ocasião, o entregador teve dois dentes quebrados e teria sido ameaçado de morte. Ele pagou R$ 100 mil de fiança junto ao Poder Judiciário, para responder ao processo em liberdade. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO).

A agressão teria ocorrido próximo a saída do condomínio, na noite de quinta-feira (29), em um condomínio no Jardins Valência, em Goiânia. De acordo com a Polícia Militar (PM), os dois discutiram após o advogado, que dirigia um carro, bloquear a passagem da motocicleta do entregador. Após a agressão, o suspeito teria dito que iria deixar a esposa – que o acompanhava no carro – em casa e voltaria para matá-lo.

Na mesma noite, o advogado foi localizado pela PM em casa. Ele teria dito aos militares que havia “perdido a cabeça” e confessado a agressão.

Além da fiança, ficou determinado que o advogado não frequente nem passe na porta da casa da vítima, ou se aproxime a uma distância menor que 500 metros. Também não pode frequentar o local de trabalho, estudo e estabelecimentos que a vítima se encontrar. Conforme a decisão do TJ-GO, o objetivo é “preservar a integridade física e psicológica do ofendido”. Caso alguma medida seja descumprida, o suspeito será preso preventivamente por desobediência.

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O valor da fiança é determinado de acordo com a natureza e gravidade da infração, as condições financeiras do suspeito, se é considerado perigoso, e o provável custo do processo. O advogado deveria ser encaminhado à Casa do Albergado até o pagamento, mas o valor foi pago no mesmo dia.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) informou através de nota, que tem como prática acompanhar as ocorrências que envolvem membros, e que a Comissão de Direitos e Prerrogativas (CDP) compareceu ao “a lavratura do procedimento de prisão em flagrante do advogado”, para garantir a proteção de seus direitos. Ainda disse que acompanha o caso, mas “não faz comentários sobre processos envolvendo seus inscritos”.

O nome do advogado não foi divulgado, razão pela qual nossa reportagem não localizou a sua defesa.

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