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Plantão Policial

Advogado que falsificou habeas corpus para libertar braço direito de Marcola é preso em Goiás

Conforme a PF, o crime ocorreu em São Paulo em 2022 e o suspeito estava foragido desde então.

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O advogado Augusto Cesar Moraes Casaro de 48 anos, foi preso, nesta segunda-feira (24), em Goiânia, suspeito de falsificar um habeas corpus para libertar Gilberto Aparecido dos Santos, o “Fuminho”, que é considerado o braço direito de Marcos Willians Herbas Camacho, mais conhecido como Marcola, líder máximo do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com a Polícia Federal (PF), o suspeito, com a ajuda do empresário Sandro Moretti de 47 anos, e o também advogado José Cândido de Araújo, teria inserido documentos falsos no sistema do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), na tentativa de libertar Fuminho.

De acordo com a PC, o crime ocorreu em dezembro de 2022, próximo ao recesso do judiciário. Na época, conforme os investigadores, Moretti, que não é advogado, abriu um escritório de advocacia utilizando o certificado digital de Casaro e inseriu os documentos falsos no sistema do Poder Judiciário de São Paulo.

Ainda com a senha de Casaro, o grupo teria acessado o processo em que Fuminho foi réu e condenado a 26 anos e 11 meses de prisão. Ao perceber a irregularidade, a Justiça rastreou o endereço de IP de acesso aos documentos, constatando que seria de computadores do escritório de Moretti, localizado em Presidente Prudente, São Paulo.

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Ainda na época dos fatos, após denúncia do Ministério Público paulista (MP-SP), Moretti e Pedro Cândido foram presos.

Nesta segunda-feira (24), após operação conjunta entre o Centro Integrado de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, a Agência Central de Inteligência da Polícia Militar de Goiás e a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-PF-GO), Augusto foi localizado e preso pela Polícia Militar (PM) em Goiânia.

Ele foi conduzido até a sede da Polícia Federal (PF) da capital, onde se encontra à disposição da Justiça. Augusto, assim como Moretti e Pedro Cândido, deve responder por formação de quadrilha, falsificação e uso de documento falso. Ainda não há informações se o suspeito será transferido para o presídio de São Paulo.

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