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Plantão Policial

Suspeitos de chacina em Formosa prestam depoimento e alegam legítima defesa

PM da reserva, o filho e um sobrinho prestaram depoimento à Polícia Civil e foram liberados; vítimas teriam ido cobrar dívida de R$ 250 mil, segundo apurações.
Suspeitos de chacina em Formosa prestam depoimento e alegam legítima defesa. Foto: Reprodução

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Um policial militar da reserva, apontado como suspeito da chacina que deixou quatro mortos em Formosa (GO), afirmou ter agido em legítima defesa. Em depoimento prestado à Polícia Civil nesta quinta-feira (14), Matusalém Silvério da Silva disse que “munição passou perto da minha cabeça” e que os quatro homens “já chegaram atrás” e atiraram contra ele e familiares.

O aposentado relatou que o filho ligou “desesperado” informando que estava sendo perseguido por um grupo vindo de São Paulo. Segundo ele, os quatro homens chegaram em uma caminhonete ao local onde estavam — ele, o filho e um “irmão de consideração” — e, “de dentro da caminhonete já saiu o disparo”, quebrando o vidro do veículo. “Eu revidei”, disse Matusalém, sustentando a tese de legítima defesa.

Vítimas e motivação

O caso ocorreu na terça-feira (11), no Setor Parque Lago, em Formosa, quando quatro homens foram encontrados mortos dentro e nas proximidades de uma Volkswagen Amarok, após relatos de disparos em via pública. As vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira (conhecido como Tarobá) e Luiz Antônio Rodrigues, o Nego.

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Segundo apurações da polícia, a hipótese investigada é de que o grupo teria ido até a residência para cobrar uma dívida de R$ 250 mil, contraída pelo filho do PM aposentado após a compra de um caminhão. Uma arma de fogo foi localizada junto a uma das vítimas, segundo a PMGO.

Suspeitos prestam depoimento e são liberados

O policial militar da reserva, o filho dele e um sobrinho se apresentaram à Polícia Civil, prestaram depoimento e foram liberados. O delegado José Antônio Sena informou que a liberação ocorreu porque não havia mandados de prisão contra eles no momento.

A Polícia Civil segue investigando a dinâmica do crime e a participação de cada suspeito, com análise de imagens de câmeras de segurança e coleta de depoimentos para embasar eventuais pedidos judiciais.

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