Foi encerrada, neste momento, na Sala das Comissões Júlio da Retífica, a audiência pública que debateu os impactos da alopecia areata grave na vida dos pacientes e a necessidade de ampliação do acesso aos tratamentos disponíveis. A iniciativa foi promovida pelo deputado Amauri Ribeiro (PL) no início da tarde desta quarta-feira, 17, e reuniu especialistas, representantes do poder público, pacientes e familiares para discutir alternativas voltadas à assistência das pessoas acometidas pela doença.
Ao encerrar os trabalhos, Amauri Ribeiro agradeceu a participação dos especialistas que vieram, alguns inclusive se deslocando de outros estados para contribuir com o debate, destacando a presença da médica dermatologista Sineida Berbert Ferreira, do Paraná, e do dermatologista Paulo Oldani, do Rio de Janeiro. O parlamentar classificou o evento como uma importante provocação ao poder público e defendeu a ampliação das articulações junto aos órgãos federais responsáveis pela incorporação de novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os encaminhamentos anunciados, o deputado informou que solicitará apoio técnico dos especialistas presentes e dos representantes do Centro Estadual de Medicação de Alto Custo Juarez Barbosa, para a elaboração de um requerimento a ser apresentado ainda nesta quarta-feira em Penário. O documento será encaminhado ao Ministério da Saúde e à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), com pedido para análise da inclusão dos tratamentos para alopecia areata na rede pública.
Ele também afirmou que pretende mobilizar as assembleias legislativas de todo o País para que apresentem requerimentos semelhantes, fortalecendo a pressão institucional pela avaliação e incorporação das terapias destinadas aos pacientes. “Nós já demos o primeiro passo. Quero contar com a ajuda de todos para que Goiás seja exemplo para outros estados e também para o Brasil”, afirmou.
O parlamentar defendeu, ainda, que o Governo de Goiás participe das próximas etapas da discussão, com o objetivo de avaliar a criação de um protocolo estadual voltado ao atendimento dos pacientes com alopecia areata grave. “É nossa obrigação, como representantes do poder público, buscar uma forma de tentar resolver isso. Eu ficaria imensamente feliz se Goiás saísse na frente e fosse o primeiro a buscar, dentro do poder público, o tratamento para as pessoas que precisam”, declarou.
Ao final, Ribeiro reforçou a necessidade de transformar as discussões realizadas durante o debate em ações concretas, apontando que a mobilização de pacientes, especialistas e instituições será fundamental para sensibilizar os órgãos responsáveis e ampliar o acesso aos tratamentos para a doença.
Fonte: Assembleia Legislativa de GO









































