Um homem identificado como Walex Gabriel Rodrigues, de 21 anos, conhecido pelo apelido de “Lombradinho”, morreu no início da tarde de quinta-feira, 9, após confronto com equipes da 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (11ª CIPM), ligada ao Comando de Policiamento Especializado (CPE/90), em Niquelândia, no norte de Goiás.
Segundo a Polícia Militar, horas antes, por volta das 3h30 da madrugada, Walex teria invadido uma residência na terceira etapa do Jardim Atlântico e forçado uma jovem de 20 anos a praticar sexo oral nele. Ainda conforme o relato da vítima e os dados do relatório médico apresentado às equipes, a mulher também foi atingida por 13 golpes de faca.
A ocorrência chegou ao conhecimento da PM por volta das 8h30, quando a vítima procurou atendimento no pronto-socorro do Hospital Municipal de Niquelândia. Diante da gravidade do caso, os policiais iniciaram diligências ininterruptas em vários endereços onde o suspeito poderia estar escondido.
Por volta do meio-dia, os militares foram até um imóvel pertencente à avó de Walex, nas proximidades da Rua Mangabeira, em uma área próxima à mata, na primeira etapa do Jardim Atlântico. Ao perceber a chegada das equipes, o suspeito fugiu, pulando cercas e muros em direção à vegetação.
Depois de uma varredura intensa, ele foi localizado em uma área de baixada, perto de um córrego. Conforme a PM, ao visualizar os policiais, Walex teria efetuado disparos de arma de fogo contra as equipes, que reagiram para conter a agressão.
Após o confronto, o Corpo de Bombeiros Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados. Como o acesso ao local era difícil, o suspeito acabou sendo socorrido pelos próprios policiais e levado ao hospital de Niquelândia, onde morreu em decorrência dos ferimentos.
A Polícia Militar informou ainda que Walex Gabriel Rodrigues tinha antecedentes criminais por roubo, posse ou porte irregular de arma de fogo, violência doméstica e ameaça contra agente de segurança pública. A corporação também relatou a existência de registros de ostentação de arma de fogo em redes sociais, anexados ao procedimento policial.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Niquelândia. As circunstâncias da morte em decorrência de intervenção policial também serão apuradas conforme os procedimentos legais.

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