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Operação Cifra Vermelha

Esquema do CV usava laranjas e adolescentes para lavar dinheiro; Operação bloqueia R$ 28,1 milhões em GO

Segunda etapa da Operação Cifra Vermelha cumpre 21 mandados em quatro cidades e investiga esquema que usava empresas de fachada, “laranjas” e contas em nome de adolescentes para lavar dinheiro do tráfico entre Goiás e o Rio de Janeiro.
Facção do Comando Vermelho empregava empresas de fachada para dissimular lucros do tráfico de drogas | Foto: Gaeco

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Uma nova ofensiva do Ministério Público de Goiás (MPGO) e da Rotam contra o braço financeiro do Comando Vermelho resultou, nesta quinta-feira (10), no bloqueio de R$ 28,1 milhões e no cumprimento de 21 mandados judiciais em Goiás e em Minas Gerais. A ação, que integra a segunda fase da Operação Cifra Vermelha, teve como alvo uma estrutura acusada de usar empresas de fachada, “laranjas” e até contas bancárias em nome de adolescentes para esconder e movimentar recursos do tráfico de drogas entre Goiás e o Rio de Janeiro.

As ordens judiciais foram cumpridas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Palmeiras de Goiás e em Presidente Olegário (MG). Ao todo, foram executados 10 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão, segundo informações do MPGO.

De acordo com as investigações, integrantes da organização criminosa em Goiás criavam diversas empresas de fachada para dar aparência legal a dinheiro obtido com atividades ilícitas. Traficantes eram orientados a depositar valores nas contas dessas empresas “fantasmas” e também em contas de “laranjas”, facilitando a circulação dos recursos sem levantar suspeitas.

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O esquema era ainda mais sofisticado: os investigadores identificaram contas bancárias abertas em nome de adolescentes, utilizadas para movimentar quantias depositadas por membros da organização. A estratégia dificultava o rastreamento do dinheiro e ajudava a ocultar a origem criminosa dos valores.

Além do bloqueio de R$ 28,1 milhões, a Justiça determinou a apreensão de veículos e bens de luxo ligados aos investigados. Os nomes dos alvos não foram divulgados pelas autoridades.

A Operação Cifra Vermelha já havia sido deflagrada em fase anterior, quando 11 pessoas foram denunciadas por integração à organização criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade documental. Com a ação desta quinta, os valores apreendidos e bloqueados nas duas fases somam mais de R$ 56 milhões.

A condução da operação ficou a cargo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPGO, em parceria com a Rotam, que atuou no cumprimento dos mandados. A iniciativa reforça a estratégia de atacar as estruturas financeiras do crime organizado, consideradas essenciais para a manutenção das atividades ilegais.

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