Opinião

A cruz de cada um

Cada um de nós carrega uma cruz ao longo da vida, seja qual for o caminho que escolheu para trilhar. Ela pode ser mais leve ou mais pesada. O importante é saber torna-la parte de sua trajetória e símbolo de sua fé, esperança. Nela será escrito, a cada passo, o que você fez de bom e de ruim, ou o que você deixou de fazer. A cruz é parte de nosso ser, um símbolo invisível que está presente em cada um de nós.

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Todos os humanos, em distintos níveis de cultura e educação, têm símbolos. Pessoais e coletivos. A palavra símbolo tem origem no grego “symbolon”, que designa algo concreto para representar algo abstrato (étnico, pátrio, religioso, esportivo, medidas de tempo ou matéria etc.).

A comunicação tem nos símbolos um elemento muito importante. Há os limitados a pequenos grupos, outros são conhecidos internacionalmente. Alguns objetos ou órgãos se tornaram símbolos, e são reconhecidos visualmente de imediato. Por exemplo, um garfo e uma faca como identificação de um restaurante. Uma tesoura e um pente como identificação de um salão de beleza. O coração como referência de amor. Há também símbolos sonoros e gestuais.

Antropólogos descobriram no sítio arqueológico de Howort em Poort Shelter, perto de Grahamstown (África do Sul), símbolos gravados em cascas de ovos de avestruz há mais de 60 mil anos. Seriam o mais antigo sistema de representação de fatos que se tem notícia. A semiótica é a disciplina que se ocupa do estudo dos símbolos. Outras disciplinas especificam metodologias de estudos na mesma área, como a semântica que se ocupa do simbolismo nas palavras empregadas na linguagem, ou a psicanálise que, entre outros, se dedica à interpretação do simbolismo no imaginário das pessoas.

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Ao longo da história das religiões, símbolos foram criados como forma de preservação e expansão do Evangelho entre os povos. A cruz é o mais significativo dentre todos. Ela faz parte da história da humanidade, tendo sua origem pagã na escravidão e no castigo aos criminosos da época. Seu princípio como imagem, portanto foi ruim. Símbolo do mal, daqueles que por descumprirem as leis eram mortos na cruz.

Essa pena capital teve seu ápice no ministério de Cristo, pois ele foi levado à cruz. Esse símbolo máximo do cristianismo faz parte do nosso dia a dia como cristãos e das nossas considerações a respeito da fé. O apóstolo Paulo, convicto da necessidade de difundir o Cristo que passou pela cruz, declarou à comunidade de Corinto que “Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus”.

A cruz com o cristo pregado e a cruz vazia têm significados diferentes para os cristãos. É o símbolo mais famoso do cristianismo, usado como uma lembrança do sacrifício feito por Jesus Cristo pela humanidade. Também representa a vitória do Filho de Deus sobre a morte e pode ser apresentada com a imagem do próprio Cristo crucificado (leva o nome de crucifixo). A cruz vazia significa Cristo renascido.

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Cada um de nós carrega uma cruz ao longo da vida, seja qual for o caminho que escolheu para trilhar. Ela pode ser mais leve ou mais pesada. O importante é saber torna-la parte de sua trajetória e símbolo de sua fé, esperança. Nela será escrito, a cada passo, o que você fez de bom e de ruim, ou o que você deixou de fazer. A cruz é parte de nosso ser, um símbolo invisível que está presente em cada um de nós.

São muitas as cruzes que a humanidade carrega, de modo coletivo ou individual. Olhe para o lado e ajude a quem pode estar precisando. Há cruzes muito pesadas…

Ricardo Viveiros é jornalista, escritor e professor

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ARTIGO

Sobre vírus, morcegos e ratos

Mesmo que o vírus esteja evolutivamente distante do SARS-CoV-2 para ser transformado nele, uma pista do seu surgimento ganha destaque e não é exatamente chinesa.

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Há teoristas de conspiração (doudos, em geral) que atribuem o Sars-Cov-2, o vírus da Covid-19, a uma criação de um laboratório chinês. O que poucos imaginam é que poderia ser uma encomenda do governo dos Estados Unidos da América.

É o que mostra uma controvérsia sobre uma pesquisa virológica muito perigosa e que foi financiada pelo governo dos EUA. Embora negue que tenha ajudado a criar o vírus que desencadeou a pandemia de COVID-19, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH) revelou em uma carta enviada aos congressistas Republicanos que a organização sem fins lucrativos EcoHealth Alliance, com sede nos EUA, repassou financiamentos ao Instituto de Virologia de Wuhan (WIV), na China, em 2018 e 2019, e que teve o resultado inesperado de criar um coronavírus mais infeccioso.

O NIH afirmou que a EcoHealth não relatou imediatamente esse resultado à agência, conforme é exigido. Um relatório de progresso ainda mostrou que EcoHealth e o Instituto de Wuhan conduziram experimentos mudando o vírus que causa a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS).

O NIH relatou que quando a agência revisou a proposta de subsídio da EcoHealth, observou que os experimentos propostos eram proibidos, pois pretendiam determinar se certos coronavírus de morcegos poderiam infectar humanos e esse tipo de experimento pode tornar os patógenos perigosos para os seres humanos.

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O relatório descreve estudos conduzidos no Instituto de Wuhan entre junho de 2018 e junho de 2019, com coronavírus de morcego que circulam na natureza da China. Alguns estudos examinaram se as proteínas do espinho (spike), que os vírus usam para se ligar e infectar células, do coronavírus de morcego (chamado WIV1), poderiam se ligar ao receptor de célula humana (angiotensina humana 2) em um modelo de camundongo. Em um experimento limitado, os camundongos infectados com uma dessas quimeras, chamado SHC014 WIV1, ficaram mais doentes do que aqueles infectados com o coronavírus original dos morcegos, o WIV1.

O mais interessante é que antes que o trabalho da quimera fosse financiado, o NIH classificou-o como uma pesquisa sem interesse porque, além de não se permitir patógenos com potencial pandêmico, os coronavírus de morcegos eram conhecidos por não infectar humanos.

O NIH anexou também na carta uma nova análise afirmando que os vírus estudados no Instituto de Wuhan compartilham de 96% a 97% da sequência SARS-CoV-2, o que é considerado muito distante (uma diferença maior que a do ser humano para o gorila). Porém, os críticos do NIH afirmam que a agência mentiu sobre o trabalho que financiou, pois esta carta corrige afirmações anteriores do seu diretor, Francis Collins e do diretor do NIAID, Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, que disseram que o NIH não financiara nenhuma pesquisa em Wuhan.

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Não deixa de ser engraçado ver que o presidente Trump usava aquela tática política: acuse seu oponente de fazer aquilo que você faz! Mesmo que o vírus esteja evolutivamente distante do SARS-CoV-2 para ser transformado nele, uma pista do seu surgimento ganha destaque e não é exatamente chinesa.

Mario Eugenio Saturno (cientecfan.blogspot. com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

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