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A importância da saúde física, mental e alimentação

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Como a alimentação influencia nossa saúde física e mental?  A maneira como a gente se alimenta e a frequência com que a gente se exercita podem influenciar drasticamente nossa saúde mental e física.

Este artigo vai tratar sobre a importância da combinação entre melhorar a alimentação e prática de exercícios físicos.

A prevenção das doenças e promoção da saúde através de bons hábitos, com certeza é melhor do que adoecer devido a maus hábitos e depois correr atrás de tratamento. Gastar com a saúde é barato e gastar com a doença é caro. Tratar a doença é sempre custoso, trabalhoso. Promover saúde é o que é o certo.

Alimentação falha e negligência com o sono são péssimos hábitos.

Cultivar os maus hábitos alimentares desde a infância, é como se a pessoa estivesse durante toda a sua vida se preparando para explodir. Seja através do álcool, refinado, embutidos e industrializados.  Contando com sua saúde e juventude, nosso corpo pode até suportar a sobrecarga tóxica da má alimentação e sedentarismo.  Então, quando chega aos 30 – 40 anos, acumula uma certa toxicidade, vícios alimentares ruins e aí tem um choque pois o organismo começa a falhar e as doenças como infarto, derrame, diabetes, hipertensão, obesidade, dores articulares ocorrem.

Devemos diminuir o uso de alimentos industrializados e utilizar mais alimentos mais naturais. Ter uma qualidade de sono também é importantíssimo. Dormir pelo menos 6 horas por dia e com uma boa respiração noturna. Sem pausas respiratórias (apnéia do sono) ou ronco intenso, pois isso pode causar falta de oxigênio durante o sono.  Sem qualidade de sono, é comum acordar ansioso, agitado e com compulsão alimentar.  Tenha comprometimento do sono. Evite carregar tarefas para casa, dormir tarde.

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A constituição da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma: “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a mera ausência de doença ou enfermidade”. A saúde mental é uma parte integrante e essencial da saúde.

Se um jovem hoje se olha no espelho e não está satisfeito com o seu corpo e fica triste ou chateado, não é feliz com o que está vendo, com certeza nos seus últimos cinco anos ela tem feito escolhas erradas.

Você pode acordar e escolher entre tomar um café da manhã saudável com frutas, castanhas e praticar exercícios, exercer a gratidão e oração, ou tomar um refrigerante, comer frituras (disco ou coxinha) e acender um cigarro. Cada uma dessas escolhas terá uma consequência.

Como corrigir os maus hábitos? Entender o que está errado, fazer novas escolhas. Ter a paciência de colher seu novo eu, não a curto prazo, mas a médio e longo prazo.

Para quem está disposto a sair do sedentarismo, cuidado!!  Ninguém vira atleta de alto nível de um dia para o outro. Cuidado com lesões musculares, das articulações como joelhos, quadris e coluna lombar. Comece com exercícios menos intensos, como uma caminhada de 30 minutos por dia. Com a melhora do condicionamento físico, vai aumentando a intensidade dos exercícios.

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Não podemos acreditar que comer rápido é normal. Devemos dar atenção ao prato de comida, saborear cada alimento, mastigar lentamente. Durante a refeição, se desconecte do telefone.

Todo mundo sabe o que tem que ser feito para ter mais saúde. O que falta para colocar em prática?  Motivação, determinação e constância.  Praticar pensamentos positivos e ter gratidão.

Encare a mudança de hábitos, como mudança de vícios. Pense em largar o cigarro e começar um novo vício, porém, saudável, como um determinado esporte. A prática de exercício físico também gera prazer como o cigarro. Aumenta endorfinas e serotoninas que dão sensação de prazer e bem-estar.

Na minha especialidade, a otorrinolaringologia, é fato que quem usa em excesso refrigerantes, suco de caixinha, suco em pó, macarrão instantâneo, ou seja, excesso de produtos industrializados, tem maior incidência de rinites e sinusites. O excesso de cafeína, carboidratos, energéticos causam ou pioram a labirintite e o zumbido. Comidas gordurosas, frituras, alimentos condimentados, bebida alcoólica, derivados do tomate, chocolate, refrigerantes, pioram o refluxo laringo faríngeo, causando tosse, rouquidão e pigarro e desconforto na garganta.

Então, vamos lá! Que tal sair da zona de conforto, focar na alimentação e deixar o sedentarismo! Vamos ganhar mais alguns dias de vida saudável!

Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Fone: 3307 1505 Whatsapp 9962 6052

 

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Potencial e barreiras à emissão dos títulos verdes

O crescente aporte tecnológico no campo, somado ao empenho e consciência ecológica da maioria dos produtores, também contribui para a proteção ambiental.

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A emissão de títulos verdes, ou green bonds, é uma possibilidade cada vez mais concreta para os produtores rurais brasileiros, considerando os crescentes ganhos de produtividade e sustentabilidade proporcionados pelo aporte tecnológico no campo. Porém, para que isso ocorra, é preciso avançar na regularização florestal e agilizar a análise dos Cadastros Ambientais Rurais (CAR’s).

Para entendermos melhor os fatores que credenciam os agropecuaristas do País a esse novo modelo de financiamento, é importante lembrar que, nas últimas quatro décadas, a área plantada expandiu-se em 33% no Brasil, mas a produção agrícola teve crescimento de 386%. Ou seja, produzimos muito mais, ampliando em proporção muito menor as terras ocupadas pelas culturas. O ganho de produtividade deve-se, em grande parte, à tecnologia, conforme demonstram os dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sobre a produção nacional de grãos na safra 2020/21, que será de 272,3 milhões de toneladas, com aumento de 6% sobre o período anterior. A produtividade média estimada é de 3.989 quilos por hectare, com incremento de 2,3% em relação à de 2019/20.

O crescente aporte tecnológico no campo, somado ao empenho e consciência ecológica da maioria dos produtores, também contribui para a proteção ambiental. O setor agropecuário brasileiro utiliza, em média, apenas metade da superfície de seus imóveis para a produção. A área destinada à preservação da vegetação nativa e mananciais nos imóveis registrados e mapeados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) representa mais de um quarto do território do País, mais precisamente 25,6%, revela a pesquisa “Embrapa Territorial”. Com isso, são protegidos no interior das propriedades 218 milhões de hectares, o equivalente à superfície de 10 países da Europa, incluindo Alemanha, Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália e Portugal, dentre outros.

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Outro estudo da Embrapa mostra que o uso de tecnologias “poupa-terra” no cultivo da soja propiciou economia de 71 milhões de hectares em área plantada no Brasil, o que representa a soma dos territórios da França e da Irlanda. O mesmo processo de inovação possibilitou que a avicultura de corte economizasse 1,55 milhão de hectares e a suinocultura, um milhão.

As chamadas tecnologias poupa-terra mais utilizadas por nossos produtores são as de sistemas integrados lavoura-pecuária-floresta (ILPF), plantio direto, fixação biológica de nitrogênio e uso de bioinsumos. Uma de suas principais vantagens é que atendem às demandas das pequenas, médias e grandes propriedades rurais.

O sistema ILPF, que integra lavoura, pecuária e floresta em área única, ocupava, em 2015, aproximadamente 11 milhões de hectares no Brasil. Em 2021, são 17 milhões.

O modelo soma produtividade a ganhos ambientais, pois reduz a emissão de gases de efeito estufa. Além disso, tem contribuído para o aumento da renda e geração de empregos no Nordeste, a partir da cultura de macaúba em meio a outras plantações.

O sistema de plantio direto (SPD) conserva a cobertura do solo por meio da manutenção dos restos da colheita e palhas, diminuindo a compactação, a erosão e o assoreamento e segurando a umidade. Na fixação biológica do nitrogênio (FBN) utilizam-se bactérias presentes no solo ou adicionadas artificialmente. Por dispensar os fertilizantes nitrogenados na cultura de soja, proporciona economia anual de divisas entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões, segundo dados da Embrapa.

Os dados evidenciam a concreta viabilidade de os produtores rurais brasileiros emitirem títulos verdes, que podem gerar R$ 700 bilhões no País até 2030, conforme estimativa da Climate Bonds Initiative (CBI), ONG britânica que sistematiza as normas das práticas sustentáveis nos distintos setores de atividade. Os segmentos florestal, agrícola, pecuária e de bioenergia são os que apresentam maior potencial para a captar esses recursos nos próximos dez anos.

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Porém, para concretizar essa possibilidade, de modo que os produtores possam capitalizar todo o investimento que têm feito em tecnologia e produção sustentável, é preciso avançar na regularização ambiental e conferir efetividade ao Código Florestal. É premente agilizar a análise do CAR, para identificar os passivos das propriedades e promover as adesões ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).

Consideradas essas demandas, preocupa-nos o fato de que o Código Florestal (Lei 12.651), discutido durante 13 anos no Congresso Nacional e aprovado em 2012, tenha sido questionado durante muito tempo no Poder Judiciário. Somente em 2018 o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a constitucionalidade da maioria dos seus dispositivos. Em São Paulo, demorou quatro anos para a que Lei Estadual 15.684/2015, que dispõe sobre o Programa de Regularização Ambiental (PRA), fosse referendada pelo Tribunal de Justiça do Estado.

Agora, é preciso recuperar o tempo perdido, estabelecer mais segurança jurídica e agilizar os procedimentos necessários à viabilização dos títulos verdes. É hora de os produtores rurais que plantaram tecnologia e produtividade colherem os frutos da responsabilidade ambiental.

João Guilherme Sabino Ometto é engenheiro, empresário e membro da Academia Nacional de Agricultura

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