O milho corresponde a um grão que é reconhecido uma das mais importantes culturas existentes no agronegócio brasileiro. Antes era tratado como uma cultura, de certa forma, complementar a soja com o milho de 2ª safra, geralmente cultivado após a soja.
Agora passa a ocupar maior posição de destaque. Porque não apenas desempenha papel central na segurança alimentar, mas também nos últimos anos passa a desempenhar, sem dúvida, papel estratégico na segurança energética.
O mercado do etanol mostrou que a capacidade do milho é muito superior ao que há tempos foi esperado. Revelando-se um setor bastante promissor (ANTONIO GUSTAVO, 2026). O que significa que o milho de fato surpreendeu pelas diferentes formas, usos e resultados. E vai seguir sendo essencialmente valorizado. Tendo em vista que está acontecendo uma atratividade maior pelo milho, por exemplo, destinado a produção de etanol.
Experimentando nesse setor uma tendência ascendente, evidenciando crescimento acelerado, aumento de produtividade e alta demanda. Em virtude, dentre outras coisas, da busca a nível global por alternativas assim de biocombustível que seja de cunho sustentável. Basicamente caracterizado por fonte de energia considerada mais limpa, garantindo certos benefícios e colaborando com a realização da transição energética.
Inclusive, a novidade é que o biocombustível originado a partir do milho vem ampliando o seu uso. Passando a ser utilizado não apenas como um dos elementos no transporte terrestre, mas também podendo se fazer presente no transporte marítimo.
Tendo mais recentemente, em 2026, a partir da aprovação da IMO (Organização Marítima Internacional) avançado na regulamentação com a definição da pegada de carbono, favorecendo condições de haver o uso do etanol brasileiro no transporte marítimo de navios.
Nesse contexto, o etanol a base de milho aparece assim como uma opção, sem dúvida, muito importante. Onde o Brasil constitui-se em um dos maiores produtores mundiais. Segundo o MME (Ministério de Minas e Energia) e a UNEM (União Nacional de Etanol de Milho) o Brasil aparece em 2º lugar, atrás apenas do Estados Unidos 1º colocado, entre os maiores produtores de etanol de milho no mundo.
Apresentando principalmente na região brasileira do centro-oeste, onde se concentra a produção com importantes estados como, por exemplo, o estado de Mato Grosso do Sul, ocupando o 2º lugar, e o estado de Mato Grosso, em 1º lugar, se consolidando na liderança como o maior produtor nacional de etanol a base do milho. Pois, Mato Grosso é responsável por bem mais da metade da produção total no país.
Evidenciando aproximadamente 70% da produção nacional de etanol de milho. O estado de Mato Grosso protagonizou uma produção impressionantemente alta com entorno de 5, 6 bilhões de litros de etanol de milho na safra 2024/2025. Segundo levantamento do IMEA (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) a produção de biocombustível de milho durante o período 2024/2025 em relação ao ciclo anterior bateu recorte e conseguiu em média crescer a taxas superiores a 30% (IMEA, 2026).
Impulsionado por mais de 10 usinas de biocombustíveis. Sendo fortemente alavancada a produção pela atuação no Brasil de empresas como a Inpasa, FS Bioenergia e Usimat. Através de atividades desenvolvidas em importantes municípios como, por exemplo, os municípios Mato-Grossenses de Sorriso (MT) e Sinop (MT) que certamente podem ser considerados referências nacionais na produção de biocombustível de etanol a base de milho (ANTONIO GUSTAVO, 2026)
O milho vai seguir sendo valorizado mesmo. Impactando positivamente o agronegócio brasileiro. O reflexo disso pode ser percebido acontecendo, por exemplo, com a expansão do etanol de milho através de crescentes investimentos e novas plantas industriais.
Além disso, é válido ressaltar que o uso do etanol à base de milho promove benefícios não apenas econômicos, mas também sociais e ambientais. Na medida em que na dimensão ambiental aparece como uma energia mais limpa contribuindo com a redução de emissão de gases poluentes como, por exemplo, emitindo bem menos quantidade de gás carbônico (CO²).
De acordo com dados do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) o etanol de milho emite em média muito menos dióxido de carbono (CO²) do que a gasolina. Abrindo espaço para viabilizar a transição energética. Ocasionando uma certa diminuição no uso do petróleo. Estimulando a substituição dos combustíveis fósseis.
Na questão social, a atividade de produção de etanol de milho emerge beneficiando com a geração, direta e indiretamente, de emprego e oportunidade. E na questão econômica, dinamizando economicamente com investimentos, geração de renda, crescimento de infraestrutura, promovendo desenvolvimento econômico regional. Inclusive, sendo uma atividade mais rentável, dentre outros fatores, por envolver menos custos e conseguir até reduzir a dependência brasileira de importações de petróleo.
Por essas e outras razões, certamente pode-se dizer que a produção do milho no Brasil não apenas contribui na segurança alimentar, mas também com o etanol em destaque passa a colaborar na segurança energética. Promovendo com a realização dessa atividade certos benefícios econômicos, sociais e ambientais. Fortalecendo o agronegócio brasileiro e, ao mesmo tempo, deixando o Brasil bem posicionado no cenário global, ocupando o 2º lugar, como um dos maiores produtores mundiais.
Antonio Gustavo da Silva Maximo. Mais conhecido como Pensador Brasileiro Antonio Gustavo. É Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela UNIFESSPA. Pós-Graduado em Docência e Prática da Geografia pela Faculdade Focus e Especialista em Neuropsicopedagogia Institucional pela Faculdade Focus.
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