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Vale do São Patrício

A Rialma que a mídia não mostra

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A saúde é direito de todos e um dever do Estado (artigo 196 da Constituição Federal). Ocorre que em Rialma, a atual gestão tem demonstrado que o referido Direito Constitucional não é prioridade.

Conforme dados fornecidos pela própria Administração Municipal e extraídos do site do Tribunal de Contas dos Municípios do Estado de Goiás (TCM-GO) – com atualização até julho/2020, provavelmente por conta da pandemia), foram gastos R$ 256.668,12 (duzentos e cinquenta e seis mil seiscentos e sessenta e oito reais e doze centavos) para compra de medicamentos; enquanto para compra de combustíveis foram gastos – quase o dobro, a cifra de R$ 411.574,76 (quatrocentos e onze mil quinhentos e setenta e quatro reais e setenta e seis centavos).

A situação se agrava se analisarmos os dados do ano passado, isto é, no ano 2019, foram usados R$ 807.245,78 (oitocentos e sete mil reais e duzentos e quarenta e cinco reais e setenta e oito centavos) para aquisição de combustíveis; enquanto, para a compra de medicamentos, foram gastos R$ 144.426,84 (cento e quarenta e quatro mil quatrocentos e vinte seis reais e oitenta e quatro centavos).

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Gráficos com análise de despesas com combustível e medicamentos do Município de Rialma, disponíveis para consulta no site https://www.tcmgo.tc.br/pentaho/api/repos/cidadao/app/index.html

O vereador por Rialma, Ismael Rosa (PSDB), disse para a reportagem do JORNAL DO VALE, que “se sente indignado por saber que crianças que possuem intolerância a lactose, estão enfrentado dificuldades para conseguir o leite especial; que as pessoas estão chegando em um hospital que sequer está tendo soro fisiológico; idosos que chegam nos postinhos de saúde e não tem o seu remédio de uso continuo; hoje existe uma mídia falsa que prega que está tudo bem, tudo bom; eu como vereador, fiscal, representante do povo não posso dizer que está tudo bem; não está tudo bem pra quem precisa do remédio; não está tudo bem para quem precisa do leite especial; não está tudo bem para quem precisa de exames ou cirurgias; eu como representante do povo vou defender o povo de Rialma, vou estar na Câmara Municipal, defendendo, cobrando; não aceitando esse descaso com a população de Rialma”, frisou.

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O desequilíbrio administrativo no gerenciamento dos recursos tem causado a ausência de remédios e insumos básicos nas Unidades Básicas de Atendimento e no Hospital Municipal; gerando revolta na população mais carente, que necessita com frequência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Quando a saúde da população vai mal, é sinal de que a assistência precisa de mais atenção. Por isso é necessário planejamento e surge uma pergunta que não quer calar: a solução para a saúde dos rialmenses sempre estará na cidade de Ceres?

“Estamos pedindo socorro. Recursos a prefeitura tem, mas falta gestão e capacidade de trabalho”, reclama um morador da cidade de Rialma, que visualiza um verdadeiro retrato do abandono da saúde pública.

JORNAL DO VALE – Um jornal a serviço da nossa região, desde 1975 – www.jornaldovale.com

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