Nesta terça-feira (30), um supervisor do Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) e seis despachantes foram presos, suspeitos de fraudar a transferências de veículos em Anápolis. Segundo as investigações, eles montaram uma “sucursal móvel” do órgão dentro de um carro para que o crime acontecesse. Carros roubados ou com irregularidades podem ter ganhado documentos regulares, segundo a polícia.
Durante a investigação foram identificados 60 veículos transferidos por meio de processos ilegais. Conforme aponta o delegado Gustavo Rigo, o servidor recebia entre R$ 200 e R$ 250 por cada transferência ilegal.
“Uma conversa apreendida em um celular mostra que um despachante ficava no carro dele, estacionado dentro do pátio do Detran em Anápolis, usando a internet e impressoras do órgão para fazer as fraudes”, disse o delegado.
Essa ação é o desdobramento de uma operação realizada em dezembro do ano passado, quando quatro servidores foram presos. A polícia explicou que, com o crime, veículos roubados, produtos de estelionato, com irregularidades ou sem condições de rodar recebiam a documentação legal para continuar circulando pelas ruas.
“O grupo simulava vistorias em outros municípios e o supervisor de Anápolis aprovava essa transferência, o que é irregular. Ele já estava afastado desde dezembro, quando foi feita a primeira fase, mas a suspeita é que ele continuava com as fraudes usando a senha de outro servidor”, explicou o delegado Gustavo Rigo.
O Detran ofereceu apoio à Polícia Civil durante a operação. O servidor, que não teve a identidade divulgada, é comissionado e trabalha na unidade há três anos. “Ele estava afastado desde dezembro, quando teve a primeira fase da operação. Com essa prisão e essas provas da polícia, vamos abrir um processo administrativo contra ele para apurar a conduta”, disse a gerente de auditoria do órgão, Luciana Gomes.
Ela conta ainda que o departamento já identificou 60 veículos transferidos dentro do esquema e fez o bloqueio dos documentos. “Se um desses for parado em uma blitz, vai constar que ele está irregular. Com isso, o dono terá que fazer uma nova vistoria no veículo. Se ele estiver sem irregularidades, o documento é liberado”, completou Luciana.
Os presos vão responder por associação criminosa, inserção de dados falsos no sistema, além de corrupção ativa e passiva.













































