Diante do aumento dos casos de intoxicação por metanol no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou esforços para garantir o acesso ao antídoto fomepizol, medicamento considerado padrão-ouro no tratamento desse tipo de envenenamento. Como o remédio não possui registro sanitário no país, a agência acionou autoridades reguladoras internacionais, incluindo a FDA dos Estados Unidos, a EMA da União Europeia e agências da Argentina, México, Canadá, Japão, Reino Unido, China, Suíça e Austrália, para acelerar a autorização e importação do medicamento.
O metanol, álcool usado industrialmente, tem sido encontrado em bebidas alcoólicas adulteradas, causando um aumento preocupante dos casos de intoxicação, com 59 notificações recentes, das quais 11 foram confirmadas laboratorialmente. O fomepizol atua bloqueando a transformação do metanol em substâncias tóxicas que causam graves danos ao sistema nervoso e ao fígado. Sem ele, os hospitais recorrem ao etanol grau farmacêutico, que existe no Brasil, porém não é tão seguro quanto o antídoto.
Para acelerar o acesso à medicação, a Anvisa publicou um edital internacional para identificar fabricantes e distribuidores que possuam estoque disponível para fornecimento imediato ao Ministério da Saúde. Além disso, laboratórios estratégicos já foram mobilizados para análise das amostras de bebidas suspeitas de contaminação, e ações de fiscalização das vigilâncias sanitárias locais foram intensificadas.
A orientação para a população é procurar atendimento médico imediato em caso de suspeita de intoxicação por metanol e ligar para o Disque-Intoxicação pelo telefone 0800-722-6001, que reúne centros especializados em todo o país, enquanto o antídoto ainda não está disponível no Brasil.
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