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Sobrevivente de tragédia em lago de Rialma é liberada do Hugol após tratamento

O episódio, ocorrido no último domingo (10/05), terminou com a morte de outros três ocupantes da embarcação, que caíram de uma barragem com cerca de 30 a 35 metros de altura, equivalente a um prédio de dez andares.
Sobrevivente de tragédia em lago de Rialma é liberada do Hugol após tratamento. Foto: Reprodução

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Vanessa Silva, de 33 anos, única sobrevivente de um acidente com uma canoa no lago da Usina Rialma, entre os municípios de Arenópolis, Ivolândia e Iporá, na região oeste de Goiás, recebeu alta do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia, após passar cerca de quatro dias em observação e procedimentos médicos. O episódio, ocorrido no último domingo (10/05), terminou com a morte de outros três ocupantes da embarcação, que caíram de uma barragem com cerca de 30 a 35 metros de altura, equivalente a um prédio de dez andares.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás, a canoa perdeu o controle perto da barragem no fim da tarde do domingo e despenhou na queda d’água, sendo levada pela forte correnteza do Rio Caiapó. Mabia Glória de Oliveira, Maxwel Alves de Oliveira e Edney Megda Marinho foram encontrados mortos na terça‑feira (12), às margens do lago, após buscas intensas em área de mata e vegetação. Vanessa foi localizada cerca de 400 metros abaixo da barragem, agarrada a galhos e entre mato, após quase 40 horas à deriva, sem alimento e com múltiplos ferimentos pelo corpo, incluindo uma contusão na cabeça.

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Após o resgate, a sobrevivente foi levada inicialmente à UPA de Iporá, onde reencontrou a mãe, que acompanhou toda a espera angustiante, e depois foi encaminhada ao Hugol, em Goiânia, para exames mais completos e possível cirurgia. A unidade informou que Vanessa estava consciente, com quadro estável e apresentou boa resposta aos cuidados médicos, o que permitiu a liberação hospitalar nesta semana. Relatos de familiares e de populares mostram como a jovem conseguiu manter a calma, se segurar em galhos e avistar a vegetação da margem, o que teria sido determinante para a sua sobrevivência.

A Polícia Civil, por meio da delegacia responsável pela região, afirmou que Vanessa deverá ser ouvida assim que a equipe médica avaliar total segurança para o depoimento, de modo a esclarecer detalhes sobre a condução da canoa, a velocidade do trajeto e se havia orientações de segurança no local. As autoridades já informaram à folha que a investigação apura possível imperícia ou ausência de medidas de proteção, como limites de zona de navegação e uso obrigatório de colete salva‑vidas, já que Vanessa foi a única das quatro pessoas que usava o equipamento no momento da queda.

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Diante do alto risco de quedas e correntezas em barragens e lagoas de usinas hidrelétricas, o Corpo de Bombeiros reforça orientações para que práticas de lazer náutico sejam realizadas apenas em áreas demarcadas e com equipamentos de segurança, além de evitarem o acesso a zonas próximas a quedas d’água e comportas. A tragédia em Rialma volta a colocar em pauta a necessidade de sinalização mais rígida e de campanhas de conscientização para que passeios de lazer juntem diversão e preservação de vidas.

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