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Caiado pede que preso pague custo na cadeia

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O senador e líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, apresentou parecer favorável ao projeto de Lei 580/2015, que determina o ressarcimento pelo preso das despesas com sua manutenção do sistema carcerário. Ele é relator do texto do senador Waldemir Moka (MDB), que estabelece indenização por meio do trabalho do detento para arcar com os custos relativos à sua manutenção carcerária. Em caso de o preso possuir condição econômica, essa devolução seria em dinheiro. 

Para Caiado, a aprovação do projeto “é uma medida necessária e acertada já que o preso gera gastos para o Erário e são recursos que poderiam estar sendo aplicados em saúde, educação, segurança da população”. 

O projeto de lei também conta com apoio popular. No portal e-Cidadania – espaço do Senado destinado à participação da população, mais de 44 mil pessoas tinham votado pela aprovação do PLS, enquanto que cerca de mil votaram contrários à proposta. 

O relatório foi lido na Comissão de Constituição e Justiça nesta quarta-feira e será discutido na próxima semana. O projeto tem caráter terminativo, ou seja, se for aprovado na CCJ, segue direto para tramitação na Câmara. 

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“O projeto determina que devem ser ressarcidos os prejuízos que decorram diretamente do dano causado por um infrator, como a subtração de valores ou destruição de bens, bem como os gastos realizados pelo poder público, quando sejam fundados na prática de um ato ilícito, como é o caso do pagamento de uma pensão em razão do homicídio de uma pessoa ou da própria manutenção de um condenado na prisão”, explicou Caiado em seu relatório. 

“Somente transferindo para o preso o custo de sua manutenção no presídio é que o sistema penitenciário poderá melhorar e, ao mesmo tempo, por via oblíqua, proporcionar destinação de mais recursos para outras áreas, como os serviços públicos de saúde e educação”, justifica Moka em seu projeto.

Durante o encaminhamento, o democrata lembrou que para realizar o cálculo da despesa a ser ressarcida, o Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) editou a Resolução 6/2012, que traz uma série de parâmetros que permitirão definir o montante a ser cobrado pelo Estado.

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