Lideranças dos caminhoneiros se reuniram em assembleia nacional na quinta-feira (19 de março de 2026), em Santos (SP), e decidiram adiar a paralisação geral, mantendo a categoria em estado de alerta. A decisão veio após o governo Lula anunciar um pacote de medidas para conter a crise, com foco no reforço da tabela de frete mínimo e controle de preços do diesel.
O governo intensificará a fiscalização eletrônica via Ciot, cruzando dados fiscais para punir empresas que pagam abaixo do piso estabelecido. Sanções incluem multas elevadas, impedimento de novos contratos de frete para reincidentes e criação de pontos de parada gratuitos para os profissionais.
A mobilização ganhou força com o aumento de 18,8% no diesel S-10 em menos de um mês, afetando autônomos em estados como SP, PR, GO e DF. Entidades como CNTTL e Abrava, lideradas por Paulo João Estausia e Wallace Landim (Chorão), negociam com a ANTT e o ministro Renan Filho, aguardando formalização oficial das propostas.
Sem avanços concretos na próxima reunião com o governo, os caminhoneiros sinalizam risco de bloqueios em rodovias e portos. O Brasil evita, por ora, o colapso logístico de 2018, mas a pressão por isenções de pedágio e estabilidade nos combustíveis segue alta.
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